OPINIÃO: As necessidades que o covid desenterrou

DRAANA BW

Ana Martins Lapa
CEO da Industrial Laborum Ibérica

Começar com um título assim cumpre bem o seu objetivo, mas na verdade trata-se de um tema muito mais pertinente do que é possível expressar através do mesmo, especialmente pela altura em que nos encontramos.
Não é mentira nenhuma que em Portugal temos hospitais com infra estruturas fantásticas e com condições de invejar a muitos países. Mas na verdade, o Covid-19 trouxe à tona muitos dos problemas que enfrentamos atualmente, especialmente no que toca à prevenção de situações de emergência.
O nosso país enfrentou meses muito complicados, com hospitais perto da rotura, laboratórios a atingirem o seu limite de análises possíveis e profissionais de saúde com inúmeras sequelas físicas e psicológicas. Esta problemática realça um grande ponto que devemos ter em atenção nos próximos tempos: a necessidade de ter hospitais, laboratórios e clínicas aptas em termos de equipamentos e tecnologia para responder às exigências dos tempos de hoje. E por mais que esta expressão possa parecer exagerada, a verdade é que a falta de prevenção influenciou a forma como gerimos a pandemia. Agora resta-nos aprender com a mesma e tomar as decisões necessárias para sermos capazes de responder de forma única a próximas situações. Quais serão os equipamentos que teremos de adquirir? Serão necessários investimentos altos? Iremos necessitar de uma monitorização maior dos ativos?
A resposta mais provável a estas perguntas é bastante óbvia, mas que os responsáveis por estes estabelecimentos devem começar por fazer, trabalhando junto dos seus parceiros, partilhando o seu conhecimento com outras entidades, para que a luta contra problemas semelhantes seja um esforço global, sempre visando o melhor para as vidas humanas.
Isto é algo que cada vez mais procuramos fazer na Industrial Laborum Ibérica com os nossos clientes, que rapidamente se tornam em parceiros. É extremamente importante que as entidades fornecedoras trabalhem em conjunto com os hospitais, laboratórios e clínicas além da dinâmica empresa-cliente. É preciso criarem-se sinergias que vão permitir ao nosso país responder com força a ‘’coronasvirus’’ do futuro.

 

 

 

 

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