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Com uma área total de 144 ha e delimitado a Este pela Estrada Nacional que liga Luanda a Porto Amboim, o terreno de intervenção apresenta uma topografia muito rica, de forma irregular, e é constituído nas cotas mais baixas por uma linha de água que irrompe pelo terreno e cria um acesso ao mar. Na visita ao local observou-se que as zonas mais altas permitem diferentes graus de visão sobre a Baía de Porto Amboim e sobre as salinas, constatando-se ainda uma forte exposição ao sol e ao vento. Ao constatar a riqueza topográfica e especificidades do terreno, considerámos que se deveria intervir o mínimo possível em termos de altitude. Logo, para manter a identidade do local e minimizar o impacto ambiental, optou-se por manter intactas as zonas altas, onde a topografia é mais acentuada, dispondo os elementos numa cota inferior.
Ao nível programático pretendeu-se tirar partido da linha de água existente. Assim, toda a intervenção é estruturada pela linha de água através de um percurso que a acompanha e organiza, orientado a habitação para a água e todos os equipamentos para fora do percurso.
De modo a evitar, por um lado, perfurar o terreno e, por outro, realizar uma construção que se fixasse nele, seria necessário alcançar uma forma que respeitasse a identidade e características do local, que ao mesmo tempo se integrasse, mas que ela própria pudesse funcionar como um ecossistema com organismos que crescem, se expandem, se transformam e sobrevivem por eles mesmo, autonomamente, formando um todo com o ambiente, e mantendo no entanto a sua individualidade.
Na observação do tipo de construção tradicional do Pais, encontrou-se uma forma que mantinha estes princípios.
O que se propõe é um tipo de construção que se eleva do chão permitindo evitar a perfuração do terreno, não se fixando nele, podendo ser adaptado e expandido, de modo a acompanhar o crescimento da própria intervenção. Como um ecossistema, os elementos podem reproduzir-se e espalhar pelo território, mantendo contudo, a mesma forma originária e adquirindo ao mesmo tempo novas configurações, á semelhança da natureza.
Tirando partido dos recursos naturais, a proposta sobrevive sem estar condicionada á criação ou á pré-existência de infra-estruturas. A água das chuvas é aproveitada e a forma de casa impede que o sol incida directamente no seu interior, havendo luz constante mas sem excesso de falta. Desta forma, funcionado como um ecossistema que se desenvolve autonomamente, a intervenção proposta minimiza o não funcionamento do processo.
Quanto menor a manutenção, menos recursos serão necessários e maior é a possibilidade de sobrevivência do projecto.
B(A)ª Balthazar Aroso arquitectos, Lda é um ateliê de arquitectura criado em 2003, com sede em Portugal, e actualmente com filiais em Angola, Brasil, Itália e Espanha. O seu core business é essencialmente o desenvolvimento de Projectos de Arquitectura e Projectos Imobiliários no âmbito da reflexão e formulação experimental. Ou seja, consideramos que no espaço público ou privado, é indissociável o planeamento de estratégias imobiliárias no sentido de aferir o plano de investimento e as premissas para o desenvolvimento de um Projecto de Arquitectura sustentável.
Acreditamos que a prática da arquitectura tem de estar aberta a outros campos do conhecimento no sentido de dar resposta às indeterminações que caracterizam o mundo actual e ao fazê-lo, ir ao encontro das necessidades do ser humano, contribuindo para uma sociedade mais ética. Consideramos que é a convergência com outros campos do conhecimento, que nos possibilita novos pontos de vista sobre determinados temas, permitindo-nos assim formular novas atitudes. Ou seja, se o desenvolvimento científico está na origem da configuração do mundo contemporâneo, é então no campo das ciências que devemos procurar as respostas às suas indeterminações e aí encontraremos as soluções para melhorar as vivências sociais e humanas, fundamento essencial da arquitectura.
Projectos em carteira:
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Com uma área total de 144 ha e delimitado a Este pela Estrada Nacional que liga Luanda a Porto Amboim, o terreno de intervenção apresenta uma topografia muito rica, de forma irregular, e é constituído nas cotas mais baixas por uma linha de água que irrompe pelo terreno e cria um acesso ao mar. Na visita ao local observou-se que as zonas mais altas permitem diferentes graus de visão sobre a Baía de Porto Amboim e sobre as salinas, constatando-se ainda uma forte exposição ao sol e ao vento. Ao constatar a riqueza topográfica e especificidades do terreno, considerámos que se deveria intervir o mínimo possível em termos de altitude. Logo, para manter a identidade do local e minimizar o impacto ambiental, optou-se por manter intactas as zonas altas, onde a topografia é mais acentuada, dispondo os elementos numa cota inferior.
Ao nível programático pretendeu-se tirar partido da linha de água existente. Assim, toda a intervenção é estruturada pela linha de água através de um percurso que a acompanha e organiza, orientado a habitação para a água e todos os equipamentos para fora do percurso.
De modo a evitar, por um lado, perfurar o terreno e, por outro, realizar uma construção que se fixasse nele, seria necessário alcançar uma forma que respeitasse a identidade e características do local, que ao mesmo tempo se integrasse, mas que ela própria pudesse funcionar como um ecossistema com organismos que crescem, se expandem, se transformam e sobrevivem por eles mesmo, autonomamente, formando um todo com o ambiente, e mantendo no entanto a sua individualidade.
Na observação do tipo de construção tradicional do Pais, encontrou-se uma forma que mantinha estes princípios.
O que se propõe é um tipo de construção que se eleva do chão permitindo evitar a perfuração do terreno, não se fixando nele, podendo ser adaptado e expandido, de modo a acompanhar o crescimento da própria intervenção. Como um ecossistema, os elementos podem reproduzir-se e espalhar pelo território, mantendo contudo, a mesma forma originária e adquirindo ao mesmo tempo novas configurações, á semelhança da natureza.
Tirando partido dos recursos naturais, a proposta sobrevive sem estar condicionada á criação ou á pré-existência de infra-estruturas. A água das chuvas é aproveitada e a forma de casa impede que o sol incida directamente no seu interior, havendo luz constante mas sem excesso de falta. Desta forma, funcionado como um ecossistema que se desenvolve autonomamente, a intervenção proposta minimiza o não funcionamento do processo.
Quanto menor a manutenção, menos recursos serão necessários e maior é a possibilidade de sobrevivência do projecto.
B(A)ª Balthazar Aroso arquitectos, Lda é um ateliê de arquitectura criado em 2003, com sede em Portugal, e actualmente com filiais em Angola, Brasil, Itália e Espanha. O seu core business é essencialmente o desenvolvimento de Projectos de Arquitectura e Projectos Imobiliários no âmbito da reflexão e formulação experimental. Ou seja, consideramos que no espaço público ou privado, é indissociável o planeamento de estratégias imobiliárias no sentido de aferir o plano de investimento e as premissas para o desenvolvimento de um Projecto de Arquitectura sustentável.
Acreditamos que a prática da arquitectura tem de estar aberta a outros campos do conhecimento no sentido de dar resposta às indeterminações que caracterizam o mundo actual e ao fazê-lo, ir ao encontro das necessidades do ser humano, contribuindo para uma sociedade mais ética. Consideramos que é a convergência com outros campos do conhecimento, que nos possibilita novos pontos de vista sobre determinados temas, permitindo-nos assim formular novas atitudes. Ou seja, se o desenvolvimento científico está na origem da configuração do mundo contemporâneo, é então no campo das ciências que devemos procurar as respostas às suas indeterminações e aí encontraremos as soluções para melhorar as vivências sociais e humanas, fundamento essencial da arquitectura.
Projectos em carteira:
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Com uma área total de 144 ha e delimitado a Este pela Estrada Nacional que liga Luanda a Porto Amboim, o terreno de intervenção apresenta uma topografia muito rica, de forma irregular, e é constituído nas cotas mais baixas por uma linha de água que irrompe pelo terreno e cria um acesso ao mar. Na visita ao local observou-se que as zonas mais altas permitem diferentes graus de visão sobre a Baía de Porto Amboim e sobre as salinas, constatando-se ainda uma forte exposição ao sol e ao vento. Ao constatar a riqueza topográfica e especificidades do terreno, considerámos que se deveria intervir o mínimo possível em termos de altitude. Logo, para manter a identidade do local e minimizar o impacto ambiental, optou-se por manter intactas as zonas altas, onde a topografia é mais acentuada, dispondo os elementos numa cota inferior.
Ao nível programático pretendeu-se tirar partido da linha de água existente. Assim, toda a intervenção é estruturada pela linha de água através de um percurso que a acompanha e organiza, orientado a habitação para a água e todos os equipamentos para fora do percurso.
De modo a evitar, por um lado, perfurar o terreno e, por outro, realizar uma construção que se fixasse nele, seria necessário alcançar uma forma que respeitasse a identidade e características do local, que ao mesmo tempo se integrasse, mas que ela própria pudesse funcionar como um ecossistema com organismos que crescem, se expandem, se transformam e sobrevivem por eles mesmo, autonomamente, formando um todo com o ambiente, e mantendo no entanto a sua individualidade.
Na observação do tipo de construção tradicional do Pais, encontrou-se uma forma que mantinha estes princípios.
O que se propõe é um tipo de construção que se eleva do chão permitindo evitar a perfuração do terreno, não se fixando nele, podendo ser adaptado e expandido, de modo a acompanhar o crescimento da própria intervenção. Como um ecossistema, os elementos podem reproduzir-se e espalhar pelo território, mantendo contudo, a mesma forma originária e adquirindo ao mesmo tempo novas configurações, á semelhança da natureza.
Tirando partido dos recursos naturais, a proposta sobrevive sem estar condicionada á criação ou á pré-existência de infra-estruturas. A água das chuvas é aproveitada e a forma de casa impede que o sol incida directamente no seu interior, havendo luz constante mas sem excesso de falta. Desta forma, funcionado como um ecossistema que se desenvolve autonomamente, a intervenção proposta minimiza o não funcionamento do processo.
Quanto menor a manutenção, menos recursos serão necessários e maior é a possibilidade de sobrevivência do projecto.
B(A)ª Balthazar Aroso arquitectos, Lda é um ateliê de arquitectura criado em 2003, com sede em Portugal, e actualmente com filiais em Angola, Brasil, Itália e Espanha. O seu core business é essencialmente o desenvolvimento de Projectos de Arquitectura e Projectos Imobiliários no âmbito da reflexão e formulação experimental. Ou seja, consideramos que no espaço público ou privado, é indissociável o planeamento de estratégias imobiliárias no sentido de aferir o plano de investimento e as premissas para o desenvolvimento de um Projecto de Arquitectura sustentável.
Acreditamos que a prática da arquitectura tem de estar aberta a outros campos do conhecimento no sentido de dar resposta às indeterminações que caracterizam o mundo actual e ao fazê-lo, ir ao encontro das necessidades do ser humano, contribuindo para uma sociedade mais ética. Consideramos que é a convergência com outros campos do conhecimento, que nos possibilita novos pontos de vista sobre determinados temas, permitindo-nos assim formular novas atitudes. Ou seja, se o desenvolvimento científico está na origem da configuração do mundo contemporâneo, é então no campo das ciências que devemos procurar as respostas às suas indeterminações e aí encontraremos as soluções para melhorar as vivências sociais e humanas, fundamento essencial da arquitectura.
Projectos em carteira: