SOLUÇÕES DE ISOLAMENTO TÉRMICO – UTILIZAÇÃO DE ARGAMASSAS TÉRMICAS EM FACHADAS

Reab Viana do Castelo

Falar da importância de isolar termicamente os edifícios é cada vez mais um assunto normal, mas também obrigatório no nosso dia-a-dia, seja pela obrigatoriedade legal à luz do atual regulamento ou pelos diversos incentivos para tornar o parque habitacional em Portugal mais eficiente.

Outro grande tema do qual Portugal parece ainda longe, mas já com entidades conscientes da sua importância, diz respeito aos dois grandes grupos de isolamento térmico de fachadas: os sistemas ETICS como a gama ISOVIT (sistema compósito de isolamento térmico exterior) e as argamassas térmicas como a gama ISODUR.

Os sistemas ETICS são conhecidos pela variedade de painéis e pela sua elevada capacidade de isolamento térmico, quando estes são analisados unicamente face à sua condutibilidade térmica. Por outro lado, as argamassas térmicas são reconhecidamente uma solução de elevada resistência mecânica e facilidade de aplicação, mas com performance inferior relativamente à sua eficiência térmica.

Ainda assim este diferencial não se traduz necessariamente de forma direta no que diz respeito à classificação energética do edifício, pois as paredes contribuem com cerca de 30% dessa mesma classificação.

Quando colocadas em comparação as duas soluções, ISOVIT CLÁSSICO e ISODUR, para uma mesma moradia, a diferença entre os dois sistemas considerando a mesma espessura nos dois sistemas será de apenas 3%, obtendo-se assim a mesma classificação energética final do edifício, ou seja, se a mesma moradia apresentar classificação final A no Certificado Energético com ISOVIT CLÁSSICO de 6 cm, também apresentará a mesma classificação A com ISODUR de 6 cm.

Uma problemática que surge associada à utilização de sistemas com isolamento térmico no exterior dos edifícios, graças ao clima mediterrânico português com grandes diferenças de temperatura associadas a períodos de humidade relativa igualmente elevada, é a ocorrência precoce de anomalias com o crescimento biológico (algas e fungos). Num estudo recente verificou-se que o tipo de acabamento e o tipo de isolamento térmico utilizado influenciam significativamente a ocorrência deste tipo de patologia nas fachadas, potenciado pelo risco de condensação superficial noturna.

Verifica-se nesse estudo que a utilização de ISODUR baixa a probabilidade de exposição da fachada ao risco de condensação e com isso minimiza o potencial de proliferação biológica, prologando o aspeto final do acabamento durante um período mais alargado, sem necessidade de intervenção (lavagem e/ou pintura).

Assim, pode-se dizer que utilização de ISODUR, mesmo com valores de condutibilidade térmica inferiores aos sistemas ETICS, não afeta a classificação energética final dos edifícios (diferencial de cerca de 3% no balanço energético). No que diz respeito ao aparecimento de proliferação biológica nas fachadas, as argamassas térmicas contribuem para uma temperatura superficial mais elevada durante a fase de ponto de orvalho, baixando o período em que a condensação superficial pode ocorrer, minimizando assim as intervenções a curto/médio prazo para debelar uma patologia deste tipo.

 

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