OPINIÃO: Qualificação de profissionais para o setor da climatização

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Ismael Leite
Responsável pelo Departamento de Formação

As notícias que têm vindo a público, têm revelado que o setor da construção civil em Portugal, atravessa um período francamente positivo, mas continua muito condicionado pela falta de mão-de-obra, especialmente a qualificada.

A falta de mão-de-obra qualificada não é um assunto novo, mas tem vindo a agravar-se nos últimos anos. A emigração dos profissionais mais experientes e qualificados, aliada à incapacidade de angariação de novos profissionais para o setor, especialmente dos jovens provenientes de cursos técnicos, são dois dos principais fatores.

No sentido de colmatar esta lacuna, torna-se imprescindível uma forte aposta na formação dos profissionais existentes, bem como, na requalificação de profissionais que desempenham funções noutras atividades e, inclusivamente, os desempregados.

Contudo, continuam a existir alguns constrangimentos que dificultam a vida de quem pretende mudar de atividade.

Partilho dois exemplos concretos de profissões, em que será necessário um alinhamento entre a formação ministrada e a qualificação exigida ao profissional:

Técnico Instalador de Sistemas Solares Térmicos - Uma pessoa que pretenda enveredar por esta profissão, terá que frequentar um curso com mais de 3000 horas, para conseguir a respetiva qualificação. Trata-se de um referencial bastante completo, mas que obviamente, é incompatível com a condição de quem pretende num curto espaço de tempo, obter a qualificação que lhe permita desenvolver uma atividade.

Técnico de AVAC – Neste caso, é exigido uma certificação no âmbito do manuseamento gases fluorados com efeitos de estufa e para o efeito, terá que se propor a um exame. No entanto, quer em contexto de exame, bem como, no respetivo curso de preparação não existe qualquer referência à seleção, instalação e manutenção de sistemas de ar condicionado. Após a aprovação no exame, estão habilitados a exercer a sua atividade, mas faltam-lhes as competências necessárias para desempenhar a função.

Com estes dois exemplos, pretendo apenas evidenciar algumas das dificuldades sentidas por muitos dos profissionais, que procuram o IFV (Instituto de Formação Vulcano) com o intuito de encontrarem uma nova oportunidade na sua vida.

No IFV, procuramos desenvolver cursos que respondam às necessidades específicas de quem trabalha ou pretende vir a trabalhar nos setores da Água Quente Sanitária e da Climatização. Exemplo disso, são os quatro cursos criados recentemente, no âmbito da Instalação e Manutenção de Esquentadores, Caldeiras, Ar Condicionado e Solar Térmico. Estes cursos têm uma carga horária que varia entre as 64 e as 80 horas e adequam-se perfeitamente a quem pretende desenvolver novas competências.

Consideramos que, com este modelo de formação, estamos a contribuir para a requalificação dos profissionais e a inserção de mão-de-obra qualificada num setor tão importante para a construção em Portugal.

Mais informações sobre o Instituto de Formação Vulcano em https://www.ifv.vulcano.pt/

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