OPINIÃO: Efeitos de abundância ou a urgência da metamorfose

Foto anteprojectos

MÁRIO LIMA
Arquitecto

A  persistência e invulgar presença nas nossas vidas do efeito pandémico abriu em 2021 todo um manancial de oportunidades, que afetou  empresas  de construção , todos os técnicos que em seu redor atuam e criou outras tantas pandemias de difícil contenção.
Estas pandemias de carácter cenográfico escondem fraturas que já no fim deste ano se revelaram preocupantes , expondo á luz do dia problemas sistémicos que afetam a organização das empresas , a estratégia de formação e desenvolvimento profissional e a falta de controlo , fiscalização  e preservação dos mercados face ás necessidades dos “urbitantes”. E estes serão em último caso e como sempre os fiéis depositários do destino ,advenha ele do infortúnio ou da bonança.
Da especulação quase pornográfica do sector imobiliário, crescente escassez de mão de obra qualificada e promiscua manipulação dos preços das matérias primas nasceu uma “vaca subnutrida”, que olhando no seu horizonte vastos campos verdes submete-se atada a ver o seu crescimento.
A figura da “vaca subnutrida” pode ser reclamada por vários agentes , incluindo os arquitetos que apesar do visível aumento de possibilidades de trabalho, cada vez mais são engolidos pelo “sistema”. No entanto
e face á metáfora vejo também a oportunidade e na urgência da metamorfose o fator decisivo para que se corrijam os erros do passado.
“Na Natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”, Antoine-Laurent de Lavoisier
Vejo um 2022 difícil , mas sem a saudade de outros tempos onde as “vacas magras” deambulavam até perecer, resta soltar a “vaca atada” ou trazer os campos verdes até á “vaca”.

 

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