Reabilitação vai transformar Ilhas da Lomba num lugar condigno para viver

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Foi dado o primeiro passo para a reabilitação das Ilhas da Lomba, na freguesia do Bonfim, com fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), na ordem dos 7,7 milhões de euros. O protocolo, assinado na presença do presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, e do ministro da Habitação e das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, dará origem a 47 novas casas, estando prevista a sua conclusão em 2026. A cerimónia foi antecedida por uma visita à Ilha da Bela Vista, cuja reabilitação foi assumida, integralmente, pelo Município do Porto. Para Rui Moreira, a assinatura do protocolo é “um importante passo, na estratégia do Município do Porto, para acabar com a indignidade habitacional na cidade”. Já para Pedro Nuno Santos, “este é um dia histórico. Este é um bom exemplo do que é responsabilidade da administração central para com os municípios”. O acordo, assinado pelo vereador do Urbanismo, Espaço Público e Habitação, Pedro Baganha, e a presidente do Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), Isabel Dias, pressupõe a reabilitação de 47 habitações, qualificadas através de um projeto dos arquitetos Maria Souto de Moura, Francisco Pina Cabral, Francisco Amoedo Pinto e Luís Vitorino Caleiro. O investimento é de aproximadamente 7,7 milhões de euros e vai reconfigurar o edificado atualmente existente, adequando a oferta de tipologias às necessidades dos inquilinos. O projeto prevê que o novo complexo habitacional disponha de 34 T1, 10 T2 e 3 T3.Rui Moreira revelou que “existe a expectativa de, das 954 ilhas privadas da cidade, oito poderem vir a ser reabilitadas, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência, estando a ser trabalhadas as respetivas candidaturas”.

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Acabar com a indignidade habitacional na cidade
Nas palavras do presidente da Câmara do Porto, o investimento na requalificação das habitações da Ilhas da Lomba representa “um importante passo na estratégia do Município para acabar com a indignidade habitacional na cidade”. “Sejamos claros: não são admissíveis numa cidade inclusiva como o Porto as bolhas de miséria que as ilhas consubstanciam”, acrescentou.
Para Rui Moreira, “as ilhas são lugares de memória da cidade, funcionam como espaços de interação comunitária e representam um modelo habitacional característico do Porto”. Por isso, “o princípio que norteia esta operação é que os atuais moradores possam manter a sua residência na Lomba, após a conclusão do processo de reabilitação, previsto para 2026”.
Durante o período de intervenção naquela zona da freguesia do Bonfim, a autarquia vai assegurar o realojamento de todos os moradores da Lomba.
“O Município do Porto fez aqui um grande trabalho”, diz Pedro Nuno Santos
O ministro da Habitação e das Infraestruturas considerou, por seu turno, este “um dia histórico” porque representa um “momento de viragem”. “O Estado definiu um programa – o 1.º Direito –, mas para nós é claro, desde o princípio, que há partes desse trabalho que são feitos melhor pelas autarquias. E o Município do Porto fez aqui um grande trabalho, incluindo a sua execução”, sublinhou Pedro Nuno Santos.
O governante lembrou, a propósito, que “o primeiro decreto-lei que previa um instrumento para financiar as ilhas era de 1956. Entretanto passaram quase sete décadas e nada se fez. É importante marcar os momentos de viragem”, frisou.
Pedro Nuno Santos confessou ter “uma relação extraordinária com a Câmara do Porto. Não vamos escondê-lo. Temos conseguido trabalhar, em conjunto, muito bem”. “No final do dia, o que conta é conseguirmos resolver os problemas dos nossos cidadãos. Ter sentimento que a nossa passagem por aqui significa a mudança na vida concreta de pessoas e famílias”, acrescentou.
Bárbara Pereira concretiza um sonho
Antes, acompanhado de Rui Moreira, do vereador da Habitação, Pedro Baganha, da presidente do IHRU, Isabel Dias, de representantes dos concelhos de administração da Porto, SRU Vivo e da Domus Social, do presidente da Junta de Freguesia do Bonfim, João Aguiar, o ministro da Habitação e das Infraestruturas visitou a Ilha da Bela Vista e ainda um edifício municipal reabilitado, na mesma zona. Localizada na Rua de D. João IV, a “Bela Vista” é uma das três ilhas municipais num vasto universo privado de cerca de 950 ilhas existentes na cidade. Foi reabilitada através de investimento municipal, que rondou os 1,3 milhões de euros, conseguindo-se manter todos os moradores no local onde sempre viveram, com condições de habitabilidade e conforto significativamente melhores. Rui Moreira e Pedro Nuno Santos visitaram algumas das habitações reabilitadas. Bárbara Pereira é uma das moradoras da Ilha da Bela Vista. Na presença do autarca e do governante confessou que “este foi um sonho concretizado. Estávamos à espera de uma casa e, agora, já podemos aqui passar o próximo Natal”.

Fotografia: Miguel Nogueira

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