“O SETOR DA INDÚSTRIA METÁLICA E MISTA É UM SETOR CENTRAL NA POLÍTICA DA INTERNACIONALIZAÇÃO DO PAÍS”: SECRETÁRIO DE ESTADO DA INTERNACIONALIZAÇÃO PARTICIPA NO XIII CONGRESSO DE CONSTRUÇÃO METÁLICA E MISTA

Sessão de Internacionalização assinala encerramento do evento que contou com mais de 500 participantes

Eurico Brilhante Dias_Congresso CMM (1)

O XIII Congresso de Construção Metálica e Mista, promovido pela Associação Portuguesa de Construção Metálica e Mista, terminou dia 26 de novembro com Luís Simões da Silva, Presidente da CMM a agradecer “A todos, incluindo aos mais de 500 participantes do evento que contou com mais de 25 stands virtuais, reuniões bilaterais entre Portugal e França, com mais de 100 apresentações e 18 países intervenientes. Termino reproduzindo as palavras do Prof. Eurico Brilhante Dias: A construção metálica é o setor central da política da internacionalização do país e eu acrescentaria que alia sustentabilidade, qualidade e sucesso.”

Na Sessão de Internacionalização, o Prof. Eurico Brilhante Dias, Secretário de Estado da Internacionalização, reforçou que “É na internacionalização da economia portuguesa, que este setor tem o papel central e onde nós temos de continuar a apostar.” E que, “A pandemia mostrou, mensuravelmente, que a União Europeia tem que ser mais resiliente e que precisa, também, de fornecimentos internos do mercado interno e dos mercados de proximidade para poder reagir de forma mais eficaz a eventos como estes da pandemia, mas não nos podemos esquecer que coletivamente o país sempre foi melhor quando se abriu, que o pais sempre foi mais rico quando olhou para fora de si próprio e que foi sempre possível ter uma sociedade portuguesa com mais oportunidades e com mais relevância no contexto geopolítico e ate geoestratégico da europa quando se abriu ao mundo.

Eurico Brilhante Dias, concluiu ainda que, “Gostava de deixar esta mensagem em que o novo governo, que os portugueses escolherem a 30 de janeiro, que irá tomar posse…não pode perder tempo, pois a internacionalização deve estar no centro das propriedades políticas do país.”

Seguindo a sessão, o Dr. Luís Castro Henriques, Presidente do Conselho de Administração da AICEP abordou a temática da sustentabilidade, afirmando que “Há uma dimensão de sustentabilidade dos nossos produtos, de sustentabilidade de fabrico dos nossos produtos. É importante que o setor olhe para esta matéria, porque isso será um reforço de competitividade. Será uma matéria fundamental para poder continuar a exportar esses materiais. Por isso, a melhor abordagem é ponderar, analisar e incorporar esta questão da sustentabilidade o mais cedo possível.”

 José Gomes Mendes, Professor e CEO da Fundação Mestre Casais e Deputado na Assembleia da República concluiu que “o tema da reciclagem é um tema critico em todas as áreas que compõem o setor da construção”, sendo O desafio da sustentabilidade pode dividir-se em 2 desafios parcelares: Economia circular, em que temos que procurar manter por mais tempo, na economia aquilo que são os materiais que requerem muitos recursos naturais e que têm elevada intensidade energética e carbónica e deposição em aterro do resíduo, que procuram olhar numa abordagem de ciclo de vida.”

Sessão Técnica Internacional no Grande Auditório teve a participação de Andreas Taras (Professor de construção de aço e estruturas mistas na ETH Zurich), Jiri Strasky (Professor na Technical University of Brno e Technical Director na Strasky, Husty and Partners), Kim J.R. Rasmussen (Professor na Universidade de Sidney), Dimitrios Lignos (Professor na EPFL École polytechnique fédérale de Lausanne) e de Davor Skejić (Professor na University of Zagreb, Croácia).

Sob a moderação da jornalista, Cristina Esteves, o evento realçou o tema da “Digitalização” e contou com França como país convidado, dando a conhecer as mais recentes inovações e realizações no âmbito da construção. Durante a sessão de Economia do primeiro dia, foi feita uma abordagem de medidas restritivas e consequências a nível económico no setor, destacando o Prof. Luís Simões Da Silva, o problema de aumento do preço do aço, no último ano, que afeta a área da construção.

Para o Professor João Duque (ISEG – Lisbon School of Economics and Management, University of Lisbon), que abordou ‘A Economia Portuguesa Pós-Covid’, “este setor está vocacionado na oferta de produtos de investimento.” E como tal, para uma economia de futuro, “é preciso termos uma economia aberta, reformada a pensar no futuro, uma administração publica a pensar nas necessidades do futuro, não é preencher os quadros do passado, porque os quadros do passado não respondem às necessidades do futuro.” Ao concluir a sua intervenção, aludiu que “todos temos de exigir, e vamos ter agora um período eleitoral, que isto seja posto em cima da mesa, para nós apoiarmos aqueles que nos trazem ideias, para mudar Portugal.”

Engenheiro José Teixeira (Presidente Conselho de Administração do grupo DST) que vocacionou a sua participação com o tema ‘O novo Bauhaus em Portugal’, referiu que “a inovação é o foco central do desenvolvimento da nova Bauhaus. No Solar power europe (projeto europeu) relacionado com a utilização e transformação do telhado em sistemas fotovoltaicos, tendo as telhas uma capacidade de produção energética, acaba por substituir a telha tradicional pela telha fotovoltaica e contribuíamos para a sustentabilidade e para o autoconsumo energético das habitações.”

Explicou ainda que “o projeto Bauhaus europeu acaba por agregar sempre 3 vertentes: sustentabilidade, digital (tecnologia 5g, robótica, impressão em 3D, utlizados para melhorar o desempenho sustentável dos produtos e dos materiais) e a vertente inclusiva (alcançar coesão económica, social e territorial) e que devemos “criar um sentimento de coesão territorial, social e também coesão económica entre todos.”

Por outro lado, o Dr. Luís Viegas Cardoso (Digital Affairs Advisor, Presidency European Comission (I.D.E.A.) que falou sobre o ‘Novo Bauhaus europeu’ revelou que “O objetivo consiste, mesmo, em proporcionar a todos os cidadãos o acesso a bens circulares e com menor intensidade de carbono que põe a regeneração da natureza, mas também que protege a biodiversidade.” O projeto “Está assente num triângulo de 3 valores fundamentais que orientam o novo Bauhaus europeu e a sua ligação com a natureza através da sustentabilidade, desde os objetivos climáticos até à circularidade, à poluição zero e diversidade: da estética e qualidade de experiência; da inclusão, valorização da diversidade e igualdade para todos com preços confortáveis.”

O ‘Workshop Digital Steel’ contou com a participação de Rolando Chacón (Engenheiro Civil e Professor da UPC), Olivier Vassart (CEO da Steligence – ArcelorMittal), Gijs van der Velden (CEO da MX3D) e Luke Bottomley (Trimble Inc). No auditório principal e da parte da tarde, a sessão destinada ao país convidado teve a participação dos intervenientes, Eduardo Henriques, Diretor da AICEP em França, Laurent Marionnet, Diretor Geral Câmara de Comércio e Indústria Luso-Francesa (CCILF), de Alexandra Feliz, (Grupo O Feliz) e do Professor Miguel Fonseca da CMC (Camâra Municipal de Coimbra).

A sessão de prémios contemplou duas vertentes distintas: prémios para obras concluídas nos 3 últimos anos e prémio para o melhor artigo apresentado no congresso e publicado no livro de atas. O Portugal Steel Design Awards 2021, iniciativa que visa dar visibilidade e encorajar o uso criativo do aço na arquitetura e construção a nível nacional congratulou projetos e construções realizadas por empresas associadas da CMM, bem como no European Steel Design Awards 2021, organizado pelo ECCS European Convention for Constructional Steelwork que destaca o uso criativo e excelente do aço em arquitetura. Foi distinguida a obra de expansão do aeroporto internacional de Geneva -– East wing by Martifer.

O prémio Arantes e Oliveira foi atribuído ao artigo “A REUSABLE STRUCTURAL SYSTEM FIT FOR GEOMETRICAL STANDARDISATION AND SERIAL PRODUCTION” da autoria de Christoph Odenbreit, Jie Yang, Alfredo Romero, Andras Kozma all ArcelorMittal Chair of Steel Construction, University of Luxembourg.

Pela primeira vez, o Congresso em formato híbrido e internacional juntou personalidades e empresas portuguesas e internacionais para abordarem a atualidade setor com feira digital, três salas de sessões de apresentação técnicas, agenda de reuniões bilaterais entre as empresas portuguesas e francesas, entrega de prémios e workshop na área da sustentabilidade

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