CBRE assessorou 21 transações de investimento em 2020 – que representam mais de 205.000 m2 – e começa 2021 com pipeline animador

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  • 2,9 mil milhões de euros investidos em 2020 assinalam o terceiro melhor ano do setor imobiliário

 

  • No segmento de escritórios, a CBRE apresentou um crescimento de 5%, tendo concretizado as duas maiores operações do ano de 2020

 

  • Em ativos de Indústria e Logística, a CBRE colocou o dobro dos m2 transacionados face ao ano anterior

 

  • Área de Property Management da CBRE cresceu 30% com destaque para quatro novos mandatos de gestão de Retail Parks, três de Centros Comerciais e 200.000 m2 de escritórios e logística

A CBRE assessorou 21 transações de investimento em Portugal, no último ano, totalizando mais de 205 mil metros quadrados, com destaque para os negócios da venda da Expo Tower e do IADE, edifícios icónicos em Lisboa, e do antigo Hospital da CUF, junto ao Palácio das Necessidades, que irá ser transformado num empreendimento residencial. Destaca-se ainda o apoio na transação do Lagoas Park, comprado pelo fundo britânico Henderson Park à Kildare, por 421 milhões de euros.

Num ano marcado pelos efeitos da pandemia, a CBRE demonstrou uma performance positiva em vários dos seus segmentos estratégicos, confirmando a resiliência de um setor que movimentou 2,9 mil milhões de euros só em imóveis para investimento (a gerar rendimento).

Segmentos como os Escritórios, Indústria e Logística e Residencial mostram sinais positivos ao mercado, reforçando o otimismo para os desafios assumidos para 2021, um ano que se prevê de recuperação. O ano de 2020 foi ainda marcado, na CBRE, pela criação de duas novas linhas de negócio, Agribusiness e Small Caps, que vieram reforçar os serviços da consultora, bem como a extensão da presença da empresa no Algarve.

“Após um ano de 2019 com uma dinâmica ímpar, enfrentámos um 2020 marcado pela pandemia, que impactou todos os segmentos do setor, com uma desaceleração da procura, num ano que se previa inicialmente muito forte. Apesar do contexto desfavorável, o mercado imobiliário continua a demonstrar dinamismo e sinais de adaptação, apresentando um desempenho positivo com a terceira melhor performance de sempre, em termos de investimento. A atividade da CBRE, nos diferentes segmentos, ditou resultados positivos, face às exigências e desafios deste ano, demostrando resiliência e capacidade de resposta, mesmo em contextos adversos; qualidades que queremos trazer para 2021, um ano que exigirá uma forte capacidade de regeneração e adaptação”, assinala Francisco Horta e Costa, Diretor-Geral da CBRE.

Em 2020, o volume de investimento em imobiliário de rendimento foi de 2,9 mil milhões, um decréscimo de 22% face ao ano anterior, mas ainda assim assegurando o terceiro ano de maior investimento de sempre. Foram fechados 60 negócios, o que representa menos 37% de transações face às fechadas em 2019.

Verificou-se um aumento das taxas de rentabilidade/yields, nomeadamente nos setores de centros comerciais, comércio de rua e hotéis, em consequência da crise provocada pelo novo coronavírus. Nos segmentos de logística e supermercados, verificou-se uma compressão das mesmas. O setor dos escritórios registou um acréscimo ligeiro, mas as zonas mais privilegiadas do Central Business District e Eixo Ribeirinho revelaram resiliência.

Nuno Nunes, Diretor de Capital Markets da CBRE explica que: “em 2020 a CBRE esteve envolvida em 21 transações de investimento, num montante global de mais de 615 milhões de euros, dos quais cerca de 515 milhões relativos a imóveis de rendimento e mais de 100 milhões referentes a propriedades destinadas a promoção imobiliária, destacando-se claramente como líder de mercado”.

Ainda na área de investimento, a CBRE mantém a sua aposta na área de Capital Advisors, tendo em 2020 concretizado três operações de enorme destaque, nomeadamente com o mandato de gestão e venda do portefólio Residencial do Barclays/Bankinter, que aglomera um total de 74 Imóveis totalizando 11.000 m2, o mandato de gestão e venda do portefólio da Oitante/Altamira, composto por 60 Imóveis totalizando 915.000 m2, e o processo de financiamento para aquisição do Edifício Latino Coelho, no Porto, com 4.500 m2.

Nas áreas de Advisory & Transaction, os dados preliminares analisados para o segmento de Escritórios, em Lisboa, revelam que a ocupação não deverá ultrapassar os 140.000 m2, reportando uma quebra superior a 27%, em termos de área, e 40% no que respeita ao número de negócios. As rendas prime não sofreram alterações.

Olhando para a cidade do Porto, verificamos que a ocupação foi de cerca de 50.000 m2. A taxa de quebra em termos de área foi ligeiramente inferior à de Lisboa (-23%), assim como em número de negócios (-30%).

“Apesar do cenário de incerteza que se verificou neste segmento, a CBRE esteve em contraciclo e regista um crescimento de 5%, alicerçado em importantes negócios que intermediou, como o arrendamento de 17.000 m2 no edifício Monumental Saldanha ao BPI e de 14.500 m2 na Quinta da Fonte a uma multinacional americana a operar no setor da tecnologia”, afirma André Almada, Diretor de A&T Offices da CBRE. De acordo com o responsável, estas foram as mais relevantes operações no setor dos escritórios em Portugal, no ano de 2020, e que contribuíram para colocar a CBRE na liderança da colocação de escritórios em Portugal

O segmento de Indústria e Logística evidenciou um aumento significativo de 30% na área ocupada em Portugal, impulsionado pelo desenvolvimento de diversos projetos de construção à medida do ocupante. Contudo, na região de Lisboa, foram ocupados apenas 130.000 m2 de espaços logísticos, denotando um decréscimo de 13% relativamente ao ano de 2019. Esta  quebra no volume de absorção na região de Lisboa reflete mais a escassez de imóveis adequados às necessidades da procura do que propriamente os efeitos da pandemia de Covid-19, que em contraciclo se mostraram positivos para este setor. Também no setor logístico não se registou evidência de alteração do valor das rendas prime.

Nuno Pereira da Silva, Diretor de A&T Industrial e Logística da CBRE indica que: “a CBRE arrendou, em 2020, mais de 180.000 m2 de espaços industriais e logísticos em Portugal, sendo que as três operações mais relevantes totalizam 67.5000 m2. Nesta linha de negócio, registamos o dobro dos metros quadrados transacionados face ao ano anterior, apesar do contexto de incerteza, confirmando que este segmento foi resiliente e até dinâmico durante o período mais acentuado da pandemia.”

O setor do retalho registou também algum dinamismo apesar do momento de incerteza que impactou sobretudo os centros comerciais, com a quebra de consumo e a legislação de isenção de rendas. A CBRE transacionou mais de 50.000 m2 distribuídos entre 160 operações com aberturas emblemáticas quer na cidade do Porto, com a colocação da loja GSM Apple no Palácio das Cardosas, quer em Lisboa com a abertura da XiaoMi Mega Store na Rua do Ouro ou a KindaHome na Avenida António Augusto de Aguiar.

Carlos Récio, Diretor de A&T Retail da CBRE Portugal conclui que: “a pandemia e o confinamento levaram a um aumento de e-buyers e as compras online registaram crescimentos na ordem dos 60% em 2020, impulsionando as lojas físicas a adaptar-se. A maioria das marcas com quem trabalhamos apostavam já em concept stores, com experiências de compra em loja altamente cativantes, e as marcas que ainda não o faziam começaram agora, forçadas pela pandemia, a repensar a sua estratégia. Importa ainda dizer que para o setor do comércio na CBRE Portugal, o ano de 2020 posiciona-se como o segundo melhor de sempre, apenas ultrapassado pela performance de 2019”.

No que respeita o setor Residencial, foi também um dos mais resilientes, e apesar do número de casas vendidas ser inferior, não foi registada uma queda no volume das transações. Este setor ultrapassou, tal como em 2019, os 25 mil milhões de euros. Se nos segundo e quarto trimestres do ano se venderam menos casas, é agora certo que no primeiro e terceiro trimestres de 2020 o número de casas transacionadas foi idêntico ao de 2019, o que leva a uma quebra de cerca de 10%.

De salientar ainda o crescimento alavancado pelas áreas não transacionais da empresa, nomeadamente as áreas de Property Management, Design & Project Management e Consultoria Estratégica. A equipa de Property Management assumiu em 2020 a gestão de mais quatro Retail Parks e três novos Centros Comerciais (8ª Avenida, LoureShopping e Rio Sul Shopping), bem como mais de 200.000 m2 de ativos de escritórios e logística, levando a um crescimento significativo de 30% na receita assegurada por este setor.

Em Design & Project Management, a CBRE registou também um crescimento de 3% face à faturação do ano anterior e, ainda que marginal, este crescimento significa que a empresa intervencionou mais de 150.000 m2 em projetos para empresas como a SAP, a Convatec, a ABB  e a Cuatrecasas. Nesta área, destaca-se ainda o projeto de consultoria e office design da nova sede do BPI em Lisboa.

A área de Consultoria Estratégica é outra das áreas de enorme aposta para a CBRE e o arranque do ano neste departamento é marcado pela nova liderança, assumida por Duarte Cardoso Ferreira, anteriormente Diretor da área de Design & Project Management. A CBRE continua empenhada em prestar um serviço seamless e de A a Z aos seus clientes e em 2020 concretizou o projeto de desenvolvimento de conceito para a área de retalho do projeto de entrecampos da Fidelidade, bem como para um projeto de renovação de grande dimensão para a Universidade Nova de Lisboa.

“Esta área é crítica para nos aproximar dos nossos clientes que são cada vez mais exigentes e esperam um apoio de profundidade e de aconselhamento transparente. Este serviço tem que ser sólido, apoiado em know how acumulado, mas sobretudo na capacidade da CBRE, que pela sua presença global e portefólio de clientes, aporta expertise a diversas áreas de negócio e em todas as fases dos projetos”, sublinha Duarte Cardoso Ferreira.

Finalmente, a área de Avaliações comunica um ano recorde, com 1650 imóveis avaliados, que totalizam mais de 230.000.000 m2, dos quais 80 imóveis agrícolas e 20 residências de estudantes.

A CBRE entra em 2021 com otimismo. Em investimento tem um pipeline de 41 operações que superam os mil milhões de euros e que deverão realizar-se ao longo do próximo ano, sendo que mais de metade deverão concretizar-se até o final de junho. Na área de Capital Advisors, a empresa prevê para o primeiro semestre do ano a entrada de vários mandatos de Fusões & Aquisições, Portfolio Services e Debt Advisory, que representam mais de 700 milhões de euros de valor agregado de transação. Da mesma forma, o departamento de escritórios prevê colocar entre 25.000 a 30.000 m2 distribuídos entre 20 operações até junho deste ano.

 

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