Como o Covid19 afecta arquitectura e que futuro se prevê para o sector

Fotografia de Retrato

Em 1972, o arquiteto Kurokawa viu o seu projeto concretizado em Tóquio, com a construção de duas enormes colunas de betão preparadas para receber cápsulas habitáveis (torre Nagakin). Inspirado na aventura espacial que estava a suceder, imaginou um futuro diferente que exigiria um modo de habitar também diferente. Criou pequenas unidades de habitação que se assemelhavam a uma estação espacial, com espaço suficiente para se viver e trabalhar.

Podemos imaginar o futuro do sector da construção de acordo com esta conceção visionária de Kurokawa, com a criação de habitações que proporcionem ambientes evoluídos e interativos. Espaços de habitação onde se possa trabalhar a partir de casa e em que possamos estar em contacto com o Mundo através de um computador com webcam. Habitações que se possam decorar com objetos reais e virtuais, imagens projetadas que se alteram conforme o desejo do utilizador. Espaços arquitetónicos capazes de proporcionar aos seus utilizadores o desenvolvimento de uma atividade profissional autónoma mas, simultaneamente, interligada com o Mundo.

Este novo fenómeno de habitação poderá dar lugar a um estilo de vida completamente diferente, em que os utilizadores podem coabitar com uma nova realidade real e virtual. Objetos, pessoas, cenários verdadeiros e virtuais, num diálogo constante.

No interior das habitações, serão projetadas imagens que proporcionarão ambientes sempre diferentes, de acordo com as necessidades dos utilizadores e também da personalidade que estes pretendem transmitir. As habitações do futuro serão concebidas para criar ambientes que podem ser partilhados pelas redes sociais como o Unstagram, Facebook ou Twitter, que personificam ou criam uma hipotética personalidade dos seus moradores.

Gabinete:

NUNO LADEIRO A+D

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