Como contribuir para um edifício mais seguro?

Quando se fala em segurança, no contexto da construção, quase sempre se fala, e bem, da segurança dos trabalhadores da construção civil. Há muita bibliografia sobre esse tema, mas este texto é sobre a segurança do edifício.
Revista Anteprojectos Outubro 2019 ed 303 pg062aA segurança dos edifícios é da responsabilidade de todos os envolvidos: desde o projectista, até ao construtor e subempreiteiros, passando pelos técnicos de manutenção e até dos próprios utilizadores.
Mas, como projectista, já se perguntou como pode realmente contribuir para um edifício mais seguro? Onde pode atuar?

Na estrutura
A segurança estrutural do edifício, é talvez a mais óbvia e colocá-la em causa pode trazer consequências trágicas. Tem que ser considerada, nomeadamente pelo projectista de estruturas, em várias fases e em possíveis eventos da vida de um edifício. Na fase de construção, na fase de utilização e até na eventual fase de demolição ou desconstrução.

Na arquitetura
É importante o edifício possuir sistemas de segurança que protejam a vida e integridade física das pessoas (como simples corrimãos ou vidros adequados temperados ou laminados). O adequado projecto de arquitectura garante também o correto dimensionamento de saídas de emergência, extração de fumos, etc.)

Nos materiais
Para que o edifício seja seguro e garanta o desempenho esperado, é ainda necessário que os materiais e produtos cumpram todas as exigências regulamentares. Por isso é necessário solicitar sempre ao fabricante a Declaração de Desempenho (DoP), a marcação CE dos materiais e verificar se não são prejudiciais para a saúde (possível emissão de COVs – Compostos Orgânicos Voláteis).
Mas num edifício não é simples analisar os produtos por si só, já que estão interligados e quase sempre funcionam em conjunto. É necessário avaliar a segurança das soluções construtivas, nomeadamente:
• a compatibilidade dos materiais que compõem a solução;
• a resistência mecânica da solução e sua durabilidade;
• o comportamento à água e ao vapor de água (pode haver risco de condensações com consequente formação de mofo e bolores pouco seguros para a saúde);
• o comportamento ao fogo (resistência e reação ao fogo).

Revista Anteprojectos Outubro 2019 ed 303 pg062bO bom ou mau comportamento ao fogo de uma solução construtiva pode ser decisivo num evento de incêndio, por isso deve haver uma caracterização da reação ao fogo da solução em causa. A solução construtiva deve ser constituída por materiais e produtos com a melhor reação ao fogo possível e cumprir a
legislação nacional de Segurança Contra Incêndios em Edifícios.
Soluções construtivas mais vulneráveis ao fogo têm que utilizar medidas de proteção e materiais que lhes concedam maior resistência ao fogo. Um dos materiais mais usados para tal é a lã mineral que, para além de fazer o isolamento térmico e acústico, ainda permite a protecção ao fogo dos elementos
estruturais. A lã mineral Volcalis não é combustível e não conduz o calor.

Volcalis – Isolamentos Minerais, S.A.
Zona Industrial de Bustos, Azurveira
3770-011 Bustos – Portugal
T (+351) 234 751 533
[email protected] | www.volcalis.pt

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