Conferência “Internacionalização da Engenharia Portuguesa”, Conclusões

iasEng. Ilídio Ayala Serôdio – Presidente da PROFORUM

1. APRESENTAÇÃO
“As conclusões da Conferência PROFORUM sobre a Internacionalização da Engenharia Portuguesa são consensuais e claras.
Em primeiro lugar, a Internacionalização da Engenharia é uma realidade incontornável e vai aumentar significativamente no futuro, o nosso País não pode ficar à margem desta dinâmica global e deve organizar-se para tirar partido das suas oportunidades.
Em segundo lugar, as empresas, os Engenheiros e as entidades públicas não estão organizados para “surfar a onda da Internacionalização da Engenharia”. Muito do que as empresas e os seus talentos estão a realizar individualmente é bom ou muito bom, mas o que fazemos em termos coletivos é insuficiente, podemos fazer muito mais e temos a obrigação de fazer muito melhor.
No futuro precisamos de mais e melhor Engenharia feita em Portugal e de acelerar o seu processo de Internacionalização. Para atingir este objetivo a nossa proposta é simples e prática: Vamos aproveitar os próximos seis meses para coletivamente nos organizarmos de forma mais eficiente e, para tal, precisamos de um plano de aceleração da Internacionalização da Engenharia que congregue as empresas, os profissionais e os decisores políticos. Não podemos continuar a adiar este imperativo.
Na PROFORUM, a nossa Associação de empresas de Engenharia com grande tradição de intervenção no exterior, estamos empenhados em contribuir ativamente para exponenciar a Internacionalização da Engenharia e consideramos que, em parceria com a AICEP e a Ordem dos Engenheiros, podemos fazer a diferença.
Em seis meses temos de reinventar, melhorar e adaptar os nossos instrumentos de apoio à Internacionalização da Engenharia, fazer o que ainda não foi feito e recuperar o tempo perdido. Neste sentido, a proposta da PROFORUM é simples, mas o objetivo, acelerar a Internacionalização da Engenharia, é muito ambicioso. A minha longa experiência de Engenheiro e de empresário do mundo ensina-me que a nossa capacidade de realização é excelente quando alia a simplicidade com a ambição e uma vez mais vamos demonstrá-lo.”

2. A INTERNACIONALIZAÇÃO DA ENGENHARIA – DENOMINADOR COMUM E PRIORIDADE ESTRATÉGICA
A conferência congregou protagonistas relevantes da Internacionalização da Engenharia e deu a palavra a um leque muito alargado e diversificado de oradores. A conferência ouviu empresários e testemunhou os seus casos de sucesso, os líderes associativos e as suas propostas, os especialistas e académicos, a síntese do Bastonário da Ordem dos Engenheiros, a visão do Presidente da AICEP e do Secretário de Estado da Internacionalização.
Apesar da pluralidade e da diversidade dos oradores, as diferentes intervenções convergiram no essencial, nomeadamente, na:
PROFORUM 01Mais importante, ficou expressa a disponibilidade e empenho de todos os intervenientes, designadamente, das empresas, das associações, da Ordem e dos decisores políticos, para garantirem uma cooperação estratégica para promover a Internacionalização da Engenharia.
A convergência da visão e das prioridades expressas pelos vários intervenientes permite concluir que a Internacionalização da Engenharia é um elemento agregador, um denominador comum de elevado potencial que, se devidamente operacionalizado, pode constituir uma prioridade estratégica para a competitividade de Portugal no mundo.
Como foi referido na intervenção inicial do Presidente da PROFORUM, a Conferência foi pensada e organizada como o primeiro passo para colocar a Engenharia no centro da Internacionalização da economia portuguesa. O objetivo foi conseguido.
Agora, com base nas intervenções na Conferência que constituem um primeiro contributo coletivo para a reflexão, importa aprofundar a estratégia de Internacionalização da Engenharia e dar o passo seguinte. Neste sentido, como contributo para a discussão, apresentamos as conclusões e a proposta da PROFORUM.

Justamente por esta limitação, deve identificar as tarefas, as soluções, as competências onde pode desempenhar um papel de liderança e diferenciador à escala global.
Identificadas as oportunidades importa criar as condições para atrair o exterior e desenvolver novas soluções, novos modelos de negócio e uma nova Engenharia altamente especializada. Neste caso, precisamos de uma estratégia de Internacionalização para uma Engenharia de excelência, reduzida em termos quantitativos, mas imbatível em termos qualitativos.

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8. PROPOSTA OPERACIONAL: PROJETO DE ACELERAÇÃO DA INTERNACIONALIZAÇÃO DA ENGENHARIA
As conclusões da conferência permitem elevar a ambição exportadora da Engenharia portuguesa. Existem novas oportunidades na globalização e agentes económicos internos que as podem concretizar e, simultaneamente, um elevado potencial de atrair o exterior para fazer Engenharia em Portugal.
A Engenharia carateriza-se por transformar ideias em produtos. Neste caso, a Engenharia precisa de transformar as suas oportunidades de Internacionalização em casos de sucesso. É preciso conceber o projeto, mapear as oportunidades, criar as condições e concretizar. Por outras palavras, é preciso saber o que queremos fazer, como o vamos fazer, os resultados esperados e o horizonte temporal.
Em concreto, com as conclusões da conferência que identificaram o potencial e as oportunidades de Internacionalização da Engenharia, estamos em condições de dar o segundo passo e elaborar um projeto de aceleração da Internacionalização da Engenharia portuguesa, com as seguintes etapas:
– A criação de um Conselho Estratégico de Internacionalização da Engenharia Portuguesa (CEIEP), liderado pela PROFORUM, em conjunto com a Ordem dos Engenheiros e a AICEP. O Conselho é criado com um horizonte temporal de seis meses e tem por função iniciar a reflexão sobre o processo de aceleração da Engenharia e validar as conclusões que lhe forem apresentadas pelo grupo de trabalho.
– A criação de um Grupo de Trabalho, para funcionar durante seis meses, que elaborará um Documento, a ser apresentado ao CEIEP, que contemple a visão, as oportunidades e uma estratégia que permita acelerar a Internacionalização da Engenharia portuguesa no horizonte 2030. O Grupo de Trabalho será constituído por representantes indicados pela PROFORUM, pela AICEP e pela Ordem dos Engenheiros e será presidido por uma personalidade que reúna o consenso entre as três entidades referidas.

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Para garantir que a criação do CEIEP e do Grupo de Trabalho não é uma forma de adiar o problema, a PROFORUM compromete-se a apresentar os seus contributos de forma estruturada no prazo de seis meses.

Mais informações:

PCG PROFABRIL CONSULPLANO GLOBAL

 

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