Tertúlia dá a conhecer história do Parque Estoril e a evolução arquitectónica durante o período do Estado Novo

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Integrado no Dia de Abertura da Capital Europeia da Cultura, que se assinala no próximo dia 23 de Janeiro, a Câmara Municipal de Cascais em parceria com a Fundação da Juventude e a Ordem dos Arquitetos promovem uma tertúlia subordinada ao tema «Cidade e Arquitectura» com a apresentação do trabalho de investigação “Parque Estoril – Evolução de um Território de Arquitetura”, de Rodrigo Lino Gaspar. O encontro marcado para as 18h30 terá lugar na Loja Cascais Jovem, na Av. Conde Valbom nº 21 em Cascais.

Com especial enfoque no Património Arquitetónico das Cidades Portuguesas no Séc. XX, entre 1910-1974, o projeto “Cidade e Arquitectura”, contempla os melhores trabalhos de investigação desenvolvidos no âmbito da 2ª edição do Programa de Bolsas de Investigação para jovens arquitectos. As bolsas foram atribuídas a projetos de investigação desenvolvidos nos municípios de Cascais, Caldas da Rainha, Funchal, Figueira da Foz, Mação, Maia, Oliveira de Azeméis, Porto, Santa Maria da Feira e Vila de Rei.

Em Cascais o projeto da autoria de Rodrigo Lino Gaspar, incidiu sobre o Parque Estoril e a evolução de um território de arquitectura. Segundo o autor, vencedor de uma das Bolsas de Arquitectura, «o Estoril constituiu uma transformação de grande escala de um território que produziu um centro urbano de uma periferia qualificada para uma classe privilegiada. Os edifícios que compõem este espaço, caracterizam-se pela sua exceção e relação com o conjunto do Parque. Assistimos aqui à introdução da ideia de modernidade, aliada ao progresso e ao cosmopolitismo europeu. A permanente atualização por ocasião do programa turístico de cariz internacional, permitiu a criação de um polo de entrada de novas correntes arquitectónicas e novas tecnologias construtivas, em contra-ciclo com o resto do país».

Segundo a Fundação da Juventude, «o Programa Nacional de Bolsas de Arquitectura para Jovens Arquitectos não só tem contribuído para o desenho de estratégias de salvaguarda do património e para a criação de condições para a sua divulgação e abertura ao público, como também constitui uma forma da Fundação da Juventude estar cada vez mais presente no compromisso que tem no desenvolvimento e apoio de projectos e programas que visem a integração dos jovens na vida ativa e profissional».

De um modo geral a investigação incidiu sobre conjuntos de edifícios ou de espaços edificados nas cidades aderentes e os quais apresentam valor cultural e histórico para a região. Em análise estiveram obras arquitectónicas, cuja construção corresponde ao simbólico período que vai da Implantação da República a 5 de Outubro de 1910 até à Revolução de 25 de Abril de 1974.

Para a Ordem dos Arquitectos «estas iniciativas e o constante envolvimento de várias instituições, de norte a sul do país, são de enorme importância para a divulgação, promoção e defesa do exercício da profissão de arquitectura. É assim indispensável o papel do arquitecto na nossa sociedade, quer na valorização patrimonial, quer no construído, quer no enaltecimento da identidade local, quer na melhoria da qualidade de vida do cidadão».

A 2º edição das bolsas de Investigação é uma iniciativa da Fundação da Juventude, organizada em parceria com a Ordem dos Arquitectos, e contam com o apoio da Fundação Millennium BCP, e das Câmaras Municipais aderentes das Caldas da Rainha, Cascais, Figueira da Foz, Funchal, Mação, Maia, Oliveira de Azeméis, Porto, Santa Maria da Feira, e Vila de Rei.

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