Bordallo Residence

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O edifício em causa, de construção do final do século XVIII, integra a Carta Municipal de Património Edificado e Paisagístico, é composto por 4 pisos e aproveitamento de desvão de cobertura e por uma área de logradouro a tardoz, ao nível do piso 0 e 1.

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O uso exclusivo de habitação é mantido com as mesmas 10 frações e na intervenção mantém-se a volumetria existente, sendo que apenas são eliminadas das áreas de acrescentos que foram feitos ao longo do tempo a tardoz, os quais são substituídos por áreas de varandas corridas.

Também, a tardoz, do lado nascente, o corpo de ampliação, de construção de 1914, é reformulado com base na linguagem do projeto então submetido à CML. A cobertura e fachada são refeitas com a linguagem da época, com uma estrutura mista metálica, betão e alvenaria, tipo “industrial”, linguagem essa, também usada nas novas varandas da fachada tardoz.

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A área de logradouro é reformulada na sua composição arbórea e de revestimentos, sendo proposta uma zona de lazer repartida pelos fogos do R/C e 1º andar.

Foram mantidos os limites das tipologias existentes, sendo apenas propostas alterações ao nível da compartimentação interior, adaptando-se, no entanto, a nova organização funcional à pré existência dos elementos estruturais (paredes interiores e exteriores).

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Optou-se pela localização das áreas de salas, tirando partido da relação destes espaços com a área de jardim e varandas. Também na organização dos fogos o alinhamento em prumada de todos os espaços de sanitários e cozinhas contribuiu para uma otimização construtiva das instalações.

As zonas comuns do edifício são requalificadas, mantendo-se todos os seus elementos compositivos, sendo que é implantado um elevador, que para uma boa funcionalidade e integração, é implantado no exterior junto à fachada tardoz, integrado no arranjo paisagístico do logradouro.

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Ao nível da imagem urbana, é proposta a requalificação dos elementos existentes originais na fachada principal, com a sua valorização através da substituição dos elementos dissonantes, como as caixilharias em alumínio, por caixilharias em madeira com o desenho original.

 

gabineteLOGOA atividade do gabinete estende-se por um período próximo de um século, tendo-se dedicado à conceção de todos os tipos de edifícios, entre os quais poderemos destacar:
Instalações para o ensino, como a Escola Secundária de Vila Franca de Xira, as Faculdades de Direito, de Letras e de Ciências Médicas de Lisboa, Plano Diretor de Remodelação e Ampliação do IST, com os diversos edifícios: Pavilhão do Departamento de Engenharia Civil (30.000m²); Escola de Posgraduação (17.000 m²); Edifício “Ciência” (7.000m²); Bloco Norte (10.000m²) e Bloco Sul (13.500m²). Refere-se também o plano para o “campus” do IST no Tagus Park (15 há), englobando vários edifícios (77.800m²).
Nos laboratórios refere-se o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, Veterinária de Évora, Saude Pública do Algarve, entre muitos outros.
Instalações Industriais tais como o complexo da Philips Portuguesa, em Carnaxide, as Fábricas de Massas e Bolachas, em Lisboa e de Bolachas em Mem Martins, projetadas para a “Cerialis”, a Fábrica de Corte de Chapa da COSIDER e numerosos edifícios para a EPAL, destacando os integrados nas Estações de Tratamento de Água da Asseiceira e Elevatórias de Vila Franca de Xira, Alenquer, Torres Vedras e Cacela, bem como outras para os Açores, Madeira, Angola e Moçambique.
Nos escritórios destacamos a instalação de serviços do Banco de Portugal no “Edifício Portugal” (57.000m²), o edifício da SIBS, escritórios da IBM e agências bancárias do Montepio Geral. A especialização e experiência na Arquitetura e design de interiores assumem papel relevante neste tipo de edifícios.
Reabilitação e Recuperação de Edifícios onde se refere a antiga Faculdade de Medicina, no Campo de Santana, o edifício-sede do Banco de Portugal, as instalações iniciais do Instituto Superior Técnico, o Palácio da Flor da Murta em Oeiras, o edifício da lavandaria do Hospital de Sant’Ana na Parede e, mais recentemente, a reabilitação de diversos edifícios em Lisboa tal como o Centro de Dia de São Boa Ventura.
A experiência do gabinete na Hotelaria remonta à década de 50 com projetos como o do Hotel Tivoli, Tivoli Jardim e Hotel Ritz. Mais recentemente destaca-se o projeto do complexo hoteleiro da Quinta de Santo António em Sintra e a reabilitação e instalação de Hotel no edifico Prémio Valmor 1908 do Arq. Adães Bremudes em Lisboa.
Na habitação têm sido desenvolvidos projetos de vulto, como o do edifício da “Benguela” em Lisboa (124fogos), o do Imóvel Habitacional no Restelo (17 habitações), no âmbito do programa Polis no Cacém vários edifícios (44 fogos) e mais recentemente o projeto do complexo habitacional Vila Gouveia (12.000m²).

Projectos em carteira:
- Complexo Habitacional – R. da Manutenção / Calçada D. Gastão, Lisboa
– Complexo Habitacional – Vila Gouveia, Lisboa
– Novo edifício do laboratório de Laser intensos do IST.
– Reabilitação/ampliação para apartamentos turísticos na Rua dos Lusíadas, Lisboa

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