Aviapolis Urban Blocks

Revista Anteprojectos - Outubro 2017 - pag 28a

Revista Anteprojectos - Outubro 2017 - pag 28b

-A “Circular Community” de Aviapolis
A primeira fase passará pelo desenvolvimento de um projeto piloto para Aviapolis que recairá com grande ênfase na comunidade e na circularidade.
Através da construção de um distrito eficiente em recursos, que está conectado com o mundo e que, simultaneamente, envolve os seus residentes locais, Aviapolis tem a capacidade de se tornar um projeto emblemático para o desenvolvimento de economias circulares e sistemas partilhados.

Revista Anteprojectos - Outubro 2017 - pag 29a
Neste caso específico, os sistemas desenvolvem-se devido à existência de espaços partilhados coletivos existentes dentro dos blocos e ao logo do espaço público.
Juntos, formam um código de rede de “social pockets”, que suportam uma variedade de escalas e funções.
O espaço coletivo maior molda o centro do distrito, enquanto o conecta ao “circle of interest”.
O Atomi e o seu espaço envolvente vinculam dois lados do plano urbano, através de espaços com funções públicas estrategicamente programados, em comunhão com sistemas circulares regenerativos.
Estes sistemas utilizam o potencial do lugar maximizando os sistemas performativos da paisagem, tais como: recolha das águas pluviais; reutilização e filtragem de águas residuais, crescimento de biodiversidade, captação de CO2, produção de energias inteligentes, ciclos de gestão de resíduos e produção de pequena escala.

Revista Anteprojectos - Outubro 2017 - pag 30a

-Da Grelha da Cidade aos” Social Atoms”
Enquanto extensão do contexto local, Aviapolis cresce no sentido de se tornar um distrito com uma malha densa de edificado.
A nossa estrutura parte de um “frame plan” pré-definido e parte-o em pequenos blocos de habitação, com uma escala mais humana.
No encontro da direção das duas grelhas, a vegetação e o curso de água pré-existentes são preservados e reconhecidos enquanto suporte principal para a estrutura do novo parque queRevista Anteprojectos - Outubro 2017 - pag 30b encerra o principal espaço social do distrito.
Dentro da grelha urbana, nota-se a priorização da mobilidade pedonal e em bicicleta e do transporte público com a criação de salas sociais no espaço público.
Estas salas são os “social atoms” do plano. No seu conjunto formam uma rede de espaços construídos e não-construídos que viabilizam atividades “circulares” capazes de se estender a toda Aviapolis.

-Construir para a Diversidade
Os “social atoms” – a densa rede de funções e atividades partilhadas – existe como consequência da acentuada mistura de tipos de ocupação: diferentes tipologias residenciais, de serviços e comerciais.
Os blocos ganham diversidade, e como consequência, encorajam a combinação de diferentes alturas, tipologias, configurações e usos.
O resultado é uma comunidade é uma comunidade eclética e plurifuncional, onde os residentes podem escolher como viver. Os pisos mais elevados dos edifícios oferecem melhores vistas sobre a paisagem, enquanto os mais baixos têm a vantagem de usufruir de jardim privado.
O bloco oferece aos seus residentes espaços coletivos de diferentes escalas – da casa ao bloco, da rua à vizinhança: cozinhas coletivas, saunas, jardins elevados, espaços polivalentes, centros de bicicletas elétricas e cafés de reparação, aluguer de ferramentas, lavandarias coletivas, salas de estar comuns, estufas, postos de carregamento de carros elétricos, salas de cinema, salas de jogos virtuais, áreas de cultivo, espaços para impressão 3D, espaços de reciclagem, praças de “plug-and-play” e fontes de energia.
As proporções dos blocos e dos espaços assegura a flexível e equilibrada distribuição de todas estas funções e ainda, permitindo que os espaços se renovem durante o tempo.
Se no bloco urbano tradicional Finlandês todos os habitantes experienciam condições semelhantes, o nosso bloco oferece maior diversidade, promovendo uma maior variedade de gostos e estilos de vida.

Revista Anteprojectos - Outubro 2017 - pag 31a Revista Anteprojectos - Outubro 2017 - pag 31bA MASS Lab é um escritório de Arquitetura fundado, em 2014, pelos arquitetos Diogo Rocha, Duarte Fontes e Lourenço Rodrigues, formados pela Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto. Atualmente, a equipa é constituída por 12 Arquitetos, de várias nacionalidades, para quem a Arquitetura não é uma questão de estilo ou forma, mas sim, de adaptabilidade ao contexto e à sociedade.
O escritório desenvolve projetos em várias escalas: do edifício ao espaço público, do planeamento urbano ao desenho de mobiliário.
Trabalhamos com entusiasmo, criatividade e curiosidade, porque acreditamos que esta abordagem é essencial para o desenvolvimento de estratégias adequadas a um mundo em constante mudança.
Não acreditando num trabalho individual, estabelecemos permanentemente colaborações estratégicas, com especialistas de vários campos profissionais e de várias geografias, de forma a chegarmos sempre às melhores soluções.

Projectos em carteira:
– Edifício de 16 apartamentos na Rua de Santa Catarina, Porto;
– Projeto para 30 Moradias na Vilarinha, Boavista, Porto;
– Residência de Estudantes com 220 quartos no Polo Universitário de Asprela, Porto;
– Planeamento urbano para uma área com cerca de 240.000 m² em Vantaa, Finlândia.

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