Escola Básica Prof. Agostinho da Silva – Marvila

Apresentação 1

O projecto organiza-se a partir de um novo “partido”, seguindo a ideia de Claustro, que tem como objectivo central, unificar a escola. Ou seja, se presentemente a escola funciona, ou funcionava, como dois blocos separados, sem qualquer ligação, a nova ideia principal é o redesenhar todo o conjunto, de modo a esta passar a funcionar como um todo, sendo que em simultâneo se pretende criar uma forte ligação entre os espaços interiores e os espaços exteriores. Criando também ao nível dos exteriores, uma série de novos factos arquitectónicos, que potencializem diversas possibilidades de usar esses mesmos espaços exteriores, sejam pátios (fechados ou abertos), cobertos, galerias mais ou menos fechadas, terraços, e outros diversos espaços de sombra.

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Deste modo, pretende-se assim criar um grande pátio em Claustro, com cerca de 42x46m. Neste Claustro entre os dois blocos de salas de aula, e para a sua fruição aberta a diversas possibilidades, serão construídas três novas estruturas:
A primeira destas estruturas, será um novo corpo, com cerca de 12X8m ligado ao bloco de aulas a sul (Bloco B). Corpo este que funcionará como um terraço e um coberto, sendo no piso superior, o Terraço como uma extensão da nova Sala de Leitura (bliblioteca), e no piso 0, funcionará como um dos novos cobertos para recreio do Jardim de Infância. A segunda das novas estruturas do Claustro, será um outro Coberto com cerca de 7X20m, este coberto ligará duas zonas do recreio exterior, uma mais próxima do bloco de aulas a sul e o refeitório, com a zona central de recreio.

Apresentação 1

A terceira estrutura será um outro Coberto a nascente, para as crianças do Ensino Básico, este com cerca de 8X25m. Ainda no Claustro, teremos duas zonas de Playgrounds, um para as crianças do Jardim de Infânçia (do lado Sul), e outro para as crianças do Ensino Básico (do lado Norte).
A fechar o Claustro do lado poente, temos a Galeria de Ligação dos dois blocos de aulas, esta galeria, materializada num corpo estreito e comprido com dois pisos, assume pois um claro protagonismo no novo desenho da escola. Pois este novo corpo com estas duas galerias, delimita e caracteriza, de uma forma clara e precisa este novo espaço central da escola, este “espaço sem tecto”, Isto com a sua galeria do piso térreo aberta para o pátio central, com uma dupla colunata, como um moderno deambulatório, que invoca a imagem de um qualquer antigo claustro monástico, agora com um desenho moderno, ou com a galeria do piso superior, fechada para o pátio central, à excepção de uma janela, em que a luz é filtrada, através de uma grelha metálica. Do exterior esta galeria, no seu lado poente, assume-se como um grande muro, rematado superiormente por uma teoria de vãos de pequena dimensão, para deixar entrar uma luz controlada, e para funcionar a ventilação natural.
Ainda do lado Sul, teremos um outro pátio, para as actividades de lazer e desporto, com um campo desportivo exterior, e um outro coberto, mas com ventilação e iluminação naturais.

 

amp fotologoO gabinete de arquitectura Alexandre Marques Pereira, Arquitectura, LDA, é um pequeno atelier, criado em 2009, resultado do acumular dos anos de experiência de projecto, coordenação e obra do arquitecto Alexandre Marques Pereira, o qual começou o seu percurso como arquitecto em 1986, sendo então convidado pelo arquitecto Manuel Tainha, para ser colaborador no seu atelier, então para trabalhar no projecto da Faculdade de Psicologia e das Ciências da Educação, em Lisboa. Tendo participado como colaborador e co-autor em diversos projectos e obras nesse atelier. Em 1996, ganha o concurso para a Biblioteca Municipal de Sintra, e estabelece o seu próprio gabinete em Lisboa, desde então elabora diversos projectos e obras, seja em nome próprio ou em associação com outros arquitectos e gabinetes.
A prática do seu gabinete, abrange diversos tipos de projectos e obras, desde a habitação colectiva e unifamiliar, até aos equipamentos públicos como escolas e bibliotecas, galerias de arte, escritórios, e projectos de reabilitação em diferentes contextos programáticos. Nestas práticas, o gabinete sempre teve como princípios fundamentais, a proximidade ao cliente, e a procura das melhores possibilidades constructivas, funcionais e conceptuais dentro de uma acertada economia de projecto. Neste sentido, o gabinete AMP, tem ainda com principio essencial, procurar trabalhar com equipas projectistas qualificadas, tendo como especial enfoque um trabalho de coordenação efectivo e competente, assim como o consequente acompanhamento técnico de obra.
Ao nível das respostas de projecto e arquitectura, no gabinete AMP, desde a fase conceptual até à fase de obra, pretende-se cultivar o detalhe, a relação interior exterior, a construção, a adequação das propostas ao lugar, a procura da escala certa e acertiva, ou a busca do senso do conforto correcto para as diversas hipóteses. Isto e algo mais, as ideias e o fazer, dentro da moderna e contemporânea cultura da arquitéctónica, nunca esquecendo o respeito pela história, os diversos passados e a prespectiva de que a arquitectura, deverá sempre ser pensada e desenhada, para ser usada e habitada por homens, mulheres e crianças de todas as idades.
Dos projectos e obras já construídos e da responsabilidade do gabinete AMP, destacaríamos: A Biblioteca Municipal de Sintra, o Edifício de Habitação na Rua Saraiva de Carvalho n 68, em Lisboa, a Reabilitação do Palacete do Relógio no Cais do Sodré, a Fundação Leal Rios em Alvalade, ou a Reabilitação da Escola Secundária Conde de Monsaraz em Reguengos de Monsaraz, tendo agora em fase de obra, duas escolas em Lisboa, uma nos Olivais e outra em Marvila, e a ampliação da Biblioteca Municipal de Viseu

Projectos em carteira:
- Casa Pátio em Cascais, Quinta da Marinha, Cascais.
– Reabilitação da Escola EB Arco Íris, Olivais Sul, Lisboa.
– Reabilitação da Escola Prof. Agostinho da Silva, Marvila, Lisboa
– Reabilitação e Ampliação da Biblioteca Municipal de Viseu.
– Reabilitação Casa Estoril, São João do Estoril

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