Fundação Schneider Electric e Ashoka juntos por uma maior sustentabilidade energética

  • Parceria entre a Schneider Electric e a Ashoka (com a colaboração da Endesa em Portugal e Espanha), em iniciativa energética de âmbito social, com a 2ª edição do programa “Inovação Social no Combate à Pobreza Energética”;

  • Ação pretende identificar os projetos ou organizações mais inovadores que combatam a pobreza energética ou promovam a sustentabilidade energética, oriundos de 5 países europeus: Alemanha, Espanha, Grécia, Itália e Portugal;

  • Grande objetivo é a melhoria das condições de vida de milhões de pessoas que enfrentam o problema da pobreza energética pela Europa;

Network Partners

A Schneider Electric Portugal e a Ashoka realizaram esta terça-feira, dia 5 de setembro, um encontro entre os Network Partners do Programa “Inovação Social no Combate à Pobreza Energética”, aos quais foi lançado o desafio de identificarem projetos de inovação social que reúnam as condições para se candidatarem ao programa. Sob o mote da melhoria das condições de vida de milhões de pessoas que enfrentam o problema da pobreza energética por toda a Europa, o encontro marcou o arranque da fase final da Call para projetos, aberta desde julho de 2017 e com data de encerramento de 1 de outubro, e traduziu-se num pequeno-almoço no qual o diálogo e a participação ativa imperaram, sobre uma temática ainda pouco conhecida para o público em geral, mas que pode ter um forte impacto na população.

Com a presença de João Rodrigues, Country Manager da Schneider Electric, Frederico Fezas Vital, representante da Ashoka em Portugal, e Julia Llata, da Endesa, esta reunião permitiu elucidar os presentes quanto à caraterização do projeto, objetivos do mesmo, como se processam as candidaturas e de que forma se pretende que esta ação vise aumentar a comunidade de empreendedores sociais que procuram contribuir para reduzir a pobreza energética em cinco países da União Europeia: Alemanha, Espanha, Grécia, Itália e Portugal.

A Schneider Electric, enquanto líder mundial na gestão de energia e automação tem-se empenhado fortemente nos últimos anos em contribuir para a melhoria das condições de vida das populações, nomeadamente no que diz respeito ao acesso à energia limpa e fiável, segura, eficiente e sustentável. Para tal, foi criada a Fundação Schneider Electric, cuja missão é contribuir para o desenvolvimento das pessoas e das sociedades através da educação, inovação, sensibilização e formação profissional relacionada com a energia. É com orgulho que damos continuidade a esta parceria com a Ashoka e, agora, com a ENDESA e estou certo que vamos ter candidaturas portuguesas de grande valor e que possam, efetivamente fazer a diferença neste flagelo que é a pobreza energética e que afeta a população a nível mundial”, explica João Rodrigues, Country Manager em Portugal da Schneider Electric.

Frederico Fezas Vital, representante da Ashoka em Portugal, lembra que “este é um programa com uma forte componente de empreendedorismo social. Existem muitas pessoas que se encontram no terreno, com experiência, que têm projetos de grande validade e qualidade, e que não sabem desta oportunidade. É nossa função encontrá-las e congregá-las nesta rede de parcerias que criámos”.

A falta de acesso à energia em residências tornou-se um grande problema na Europa. Existem entre 50 e 125 milhões de pessoas que lutam todos os dias para garantir aquecimento, luz e energia para cozinhar adequadamente na sua habitação, a um preço acessível. É isso que caracteriza a pobreza energética, que tem um impacto severo na saúde e no bem-estar. São necessárias soluções criativas e de mudança de sistemas. E este não é um problema que apenas afete as populações economicamente mais carenciadas, pois a sobreposição a este nível (pobreza energética e pobreza económica) não está longe de ser total, segundo indicações de estudos realizados pelo Parlamento Europeu.

Após uma parceria bem-sucedida em 2015-2016, a Fundação Schneider Electric, sob a tutela da Foundation de France, e a Ashoka, renovaram o seu compromisso em ajudar a melhorar as condições de vida de milhões de pessoas que enfrentam um problema de pobreza energética na Europa e avançar em direção à sustentabilidade energética. À edição 2017-2018 adiciona-se a parceria com a Enel (Endesa, no caso português e espanhol).

Os projetos a apresentar poderão focar-se numa das seguintes premissas:
· Eficiência energética e sustentabilidade – Tecnologias que impulsionem mudanças para fontes de energia mais eficientes e/ou sustentáveis para o meio ambiente.
· Desenvolvimento de competências e emprego – Iniciativas que fomentem a aprendizagem de novas competências e a criação de postos de trabalho relacionados com energia mais eficiente e renovável. Inclui o impulso da educação e o compromisso da comunidade face ao setor.
· Apoio ao financiamento inovador – Oferta de recursos e apoios a iniciativas privadas destinadas a construir ou renovar casas ou equipamentos com eficiência energética (ex. créditos, leasing para equipamentos, financiamento de terceiros).
· Colaboração entre setores – Criação de sinergias entre diferentes setores (ex. saúde, assistência social).
· Mapping e sensibilização – Agregar e compartilhar dados com sistemas inter-relacionados para melhorar a identificação da população afetada pela pobreza energética e as suas necessidades e sensibilizar as autoridades públicas.

Para validar a candidatura, há que preencher os seguintes requisitos:
· Ser uma organização ou um projeto de uma organização, com um foco social,que combata a pobreza energética e/ou promova a sustentabilidade energética.
· Demonstrar que o projeto está em vigor há pelo menos um ano.
· A convocatória a nível europeu aceitará projetos cujas entidades promotoras estejam sediadas num dos seguintes países: Alemanha, Espanha, Grécia, Itália ou Portugal.
· O candidato deve estar disponível para viajar até Bona (Alemanha), entre os dias 13-17 de novembro 2017, e a Roma (Itália), no mês de abril 2018.
· Para além disso, existem também critérios qualitativos de avaliação das candidaturas, nomeadamente os que são utilizados no esquema tradicional de avaliação de projetos de impacto da Ashoka, incidindo quer nas qualidades da pessoa líder do projeto, quer nas características e fatores de inovação e impacto dos projetos ou das organizações.

O prazo de apresentação de candidaturas termina a 1 de outubro de 2017. Para mais informações sobre o programa e o processo de candidaturas, bem como sobre o acesso ao formulário de candidatura, consulte o seguinte link: http://www.tacklefuelpoverty.com.

Comentários:

Deixar uma resposta

Tem de ter a sessão iniciada para publicar um comentário.