Presente e futuro, com segurança e conforto

Apresentação 1No seguimento da notícia publicada na edição do Jornal Construir do passado dia 16 de junho, gostaria de pelo presente manifestar o meu total desacordo com a opinião do Senhor Bastonário da Ordem dos Engenheiros, o Eng. Carlos Mineiro Aires, que entendo na sua entrevista menorizar as soluções construtivas em placas gesso cartonado laminado, culpabilizando esta entre outros factores para o actual estado da degradação dos edifícios em Portugal e colocando inclusivamente em risco o futuro e nossa segurança devido ao maior uso deste tipo de material em detrimento de outras soluções no panorama actual da construção, quer em obra nova, quer em obra de reabilitação.
Importa referir em primeiro lugar que “Pladur” é uma marca espanhola registada e que conta já com 40 anos de existência. Admito que no nosso mercado se tenha generalizado ao longo dos últimos anos este nome, levando a que se o associe facilmente à placa de gesso (à semelhança do que existe com tantas outras marcas), porque efectivamente PLADUR® é o mais antigo fabricante de placas de gesso natural laminado da Península Ibérica e terá sido o primeiro a trabalhar comercialmente no nosso país, onde está presente desde os início dos anos 80. Contudo, tratando-se de uma publicação da especialidade penso que se deveria dirigir de umo modo mais rigoroso, nomeadamente quando queremos falar em relação a qualquer assunto ou material em particular, tratando correctamente os materiais pelos seus nomes sem fazer alusão a marcas, pois ao não fazê-lo poderá estar a “ferir” inadvertidamente uma marca e colocando mesmo em risco a sua idoneidade.
Afirmar que o material mais utilizado nas obras de reabilitação nos dias de hoje é o “Pladur”, associando-o ao actual estado de degradação do parque habitacional e afirmar que isso “…é muito mau porque queremos fazer uma reabilitação urbana em condições e queremos dar perenidade e segurança ao que estamos a fazer” revela na minha opinião um profundo desconhecimento do material e das soluções construtivas que disponibilizamos ao mercado, não contribuindo assim para o cabal esclarecimento de todos os que intervêm neste sector e podendo assim induzir em erro os menos informados.
Actualmente em Portugal o gesso cartonado é um produto em franca expansão. Os sistemas construtivos de tabicaria seca apresentam inúmeras vantagens frente aos métodos mais tradicionais para todos os interlocutores (promotores, projectistas, construtoras e utilizador final), pelo que a sua generalização deverá contribuir para a melhoria das soluções, para a correcta instalação do material e consequente amadurecimento e profissionalização deste mercado.
Em Portugal ao longo dos últimos anos temos utilizado maioritariamente este material para execução de tectos falsos. No entanto, mais recentemente têm-se verificado uma inversão do paradigma construtivo no que diz respeito à execução de paredes divisórias onde se tem vindo a optar mais pela utilização deste material em detrimento do tijolo pelas vantagens que apresenta quer durante a sua execução, quer durante todo o ciclo de vida útil de um edifício: maior ligeireza, obra seca e limpa, redução de prazos de execução, maior ganho de área útil, facilidade de execução de instalações especiais, versatilidade de acabamentos, aumento do isolamento térmico e acústico, que confere sistemas seguros e resistentes ao fogo (material incombustível, com classificação A2,s1,d0, 100% reciclável).

Apresentação 1

As placas de gesso cartonado devido à sua estrutura contínua e ao baixo coeficiente de condutibilidade térmica, garantem um ambiente confortável no interior das habitações visto disporem de um poder isolante três vezes superior ao tijolo e quatro vezes o do betão. Complementado com um material isolante, preenchendo o interior da estrutura de perfis de aço que cumpram com todos os requisitos normativos no que diz respeito à sua espessura e galvanizado, estes sistemas oferecem todas as garantias de qualidade e conforto. Existem ainda vários tipos de gesso consoante as exigências dos espaços a utilizar: ignífugo para zonas com maiores requisitos frente ao fogo, hidrófugos para zonas húmidas, normais com maior ou menor densidade para zonas secas, perfurados para atenuação da reverberação acústica, transformados com painéis isolantes para melhor desempenho térmico, com barreira vapor para zonas de condensação, etc…
Devido ao maior peso de outras soluções de compartimentação interior temos vindo a verificar nos últimos anos a opção desta solução devido à sua grande ligeireza mas também por todas as vantagens já enunciadas. Por este mesmo motivo os países mais avançados do mundo há muito que elegeram este material para revestimento e compartimentação interior dos seus edifícios. Falar em débil comportamento sísmico e colocar em causa a segurança das pessoas pela sua utilização apenas me leva a crer num profundo desconhecimento da solução, pois em primeiro lugar o que garante a resistência sísmica de um edifício é a sua estrutura. Se um edifício não oferece condições de segurança frente ao risco de um sismo não será pela utilização das placas de gesso no seu interior mas sim pela condição estrutural que apresenta.
Como caso prático demonstrativo desta situação, gostaria de vos apresentar um fenómeno ocorrido em Espanha no ano de 2011, quando se produziram dois sismos na cidade de Lorca (Múrcia) no dia 11 de maio daquele ano. Foram registados dois movimentos de magnitude 4.5 (às 17:05h) e 5.3 (18:47 h) graus na escala Richter, sucedidos de mais de 35 réplicas de até 2.7 graus de intensidade. Para Lorca, uma localidade de 95.000 habitantes, as consequências foram devastadoras, pois para além dos inúmeros danos materiais morreram 9 pessoas e houveram 324 feridos. A falha que provocou estes terramotos denominada de “Alhama” e também é conhecida como “Guadalentín”, está situada a escassos dois quilómetros a noroeste da cidade de Lorca. Os técnicos e geólogos de tectónica activa da Universidad Complutense de Madrid que se deslocaram à zona do epicentro, interpretaram que os graves efeitos produzidos se deveram à escassa profundidade do terramoto e ao epicentro muito próximo da cidade, o que explica a aceleração tão forte que se produziu e que foi demasiado alta para um terramoto desta magnitude.
De entre os diversos edifícios que foram observados por uma vasta comissão técnica de peritos que se deslocaram ao local, e após estabelecidos os diferentes critérios de análise, sendo um destes o comportamento em edifícios de alvenaria interior de tijolo e outros de tabicaria seca em paredes de gesso cartonado, concluiu-se que os efeitos produzidos pelo sismo nos edifícios com uma e outra solução construtiva foram significativamente diferentes, com maior expressão no caso das paredes de alvenaria de tijolo que apresentaram maiores danos no interior das habitações, quer com largas fissuras, quer com o desprendimento de rebocos que colocam em causa a segurança das pessoas aquando da ocorrência destes fenómenos. No caso das paredes e tectos executados com placas de gesso cartonado verificou-se um comportamento muito superior dada a grande flexibilidade estrutural destes, tendo os edifícios analisados apresentado apenas fissuras facilmente recuperáveis, contrastando com a grande deterioração sofrida nas paredes de fachada dos mesmos. Em conclusão, depois de visitadas e analisadas varias obras no local, podemos confirmar e afirmar o bom desempenho das soluções construtivas PLADUR® e na grande generalidade das soluções em placa de gesso laminado comparativamente ao uso de sistemas tradicionais de alvenaria de tijolo.
A PLADUR® na sua fábrica de Valdemoro (Madrid, Espanha) fabrica todos os materiais para a correcta instalação dos nossos sistemas construtivos de revestimento interior, cumprindo com todos os requisitos e exigências normativas.
Somos fabricantes de soluções construtivas à base de gesso natural, um material 100% reciclável que abundantemente existe em Espanha, que pelas suas propriedades e características conferem elevados padrões de qualidade térmica, acústica, qualidade do ar interior, de resistência mecânica e frente ao fogo, que cumprem com os mais elevados requisitos europeus, ensaios e certificações, e por isso possuem um leque de selos e certificações mais exigentes deste mercado.
Actualmente exportamos para mais de 35 países de todo o mundo, e em muitos deles damos o nome ao produto à semelhança do que acontece em Portugal. Existem outras marcas de placas de gesso natural a operar no mercado nacional e também outras de gesso sintético. Compete ao mercado eleger qual aquela que lhes oferece maiores garantias de qualidade dos seus sistemas construtivos e para isso contribuímos diariamente através do nosso trabalho junto dos prescritores e promotores através do nosso serviço, complementado com a nossa experimentada rede de distribuidores para assegurar o bom desempenho das suas obras.
A nossa missão é bem explícita do que acabo de referir acima: “Comprometemo-nos a contribuir para o bem-estar das pessoas e a aportar valor, desenhando e promovendo soluções construtivas sustentáveis à base de gesso natural para criar espaços interiores confortáveis e seguros, diferenciando-nos no fornecimento e na forma de nos relacionarmos com os nossos clientes.”.

 

JOÃO GABRIEL, Arq.
Gerente Comercial Zona Portugal / PALOP
PLADUR GYPSUM S.A. – PLADUR / ALGISS
Tlm: +351 918 629 413
www.pladur.com / www.algiss.es

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