Vencedores do Prémio Arquitectos Agora 2016

Luís Duarte Ferro, Helena Barros Barroco, José Pedro Cano, João Pedro Quintela Lopes e Simão Silveira Botelho foram os cinco vencedores da 4ª edição do Prémio Arquitectos Agora.

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O júri, composto pelos arquitectos Luís Tavares Pereira e Nuno Mateus (presidente) e pelo fotógrafo Luís Casanova, destacou na acta da reunião que decorreu no dia 9 de Junho “a importância do período de formação profissional e de entrada na profissão, pelas experiências diversificadas e pelos ensinamentos recolhidos, determinantes para os caminhos profissionais dos jovens arquitectos”.

Após análise das doze propostas a concurso, o júri decidiu por unanimidade atribuir cinco prémios escolhidos pela sua qualidade de registo, reflexão e distinção, respectivamente:

1 – Helena Barroco – Registo crítico de experiência de deslocação para o interior rural e de integração no serviço público no contexto das responsabilidades de Câmara Municipal, recorrendo à experiência concreta para sinalizar aspectos relevantes do trabalho do arquitecto, começando pela importância (e ambiguidade) da legislação, passando pela memória oral dos mais velhos (face à ausência de cartografia histórica), concluindo pela consciência de que “todas as obras necessitam da totalidade da nossa atenção”;

2 – João Pedro Quintela – Registo vídeo, conciso e pertinente, da experiência de acompanhamento de obra de uma habitação/atelier, revelando a presença e o enquadramento dos momentos chave da obra e, consequentemente, da relação crucial entre desenho e execução;

3 – José Pedro Cano – Distinção de momento singular como lição: a partir de uma fotografia fortuita, de um contexto familiar – a casa da avó – a valorização da contribuição do olhar do outro, capaz de introduzir renovadas leituras, a consciência da imprevisibilidade dos momentos de revelação e a confirmação que o processo de aprendizagem dura toda a vida;

4 – Luís Ferro – Reflexão rica e poética/sedutora, numa combinação de escrita e desenho reveladores, focada num aspecto específico da profissão, gerada pela experiência proporcionada pelo estágio, a partir do trabalho de levantamento de um apartamento em Lisboa, conduzindo à exploração do seu potencial arquitectónico, e à relação imprescindível entre medir, observar e desenhar.

5 – Simão Botelho – Misto de descrição e reflexão, apesar de eivada de equívocos, incoerência e contradição, introduz apontamentos relevantes relativamente a experiências de organização do atelier, e ao papel e função do arquitecto estagiário, comparando modelos com características próximas mas distintas. De salientar também o esforço de identificação cuidadosa dos projectos em que colaborou e do contributo específico do estagiário.”

A cerimónia de entrega dos prémios vai decorrer no dia 30 de Junho, às 17h na sede nacional da OA. A exposição dos trabalhos vai decorrer entre 30 de Junho e 12 de Julho na Galeria da OA. A entrada é livre em ambos.

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