Uma horta urbana sob o metro de Londres

Dois empresários londrinos recuperaram um refúgio antiaéreo da II Guerra Mundial construído a mais de 30 metros de profundidade abaixo de uma estação de metro de Londres. Nos túneis, que têm uma extensão equivalente a 2,5 hectares e que foram construídos como um refúgio para 8.000 pessoas, eles começaram os trabalhos para desenvolver o projeto “Growing Underground”, hortas urbanas.

Nos últimos anos temos visto um grande aumento do número de hortas nas zonas urbanas. No Chile, por exemplo, há várias iniciativas cidadãs que estão sendo planejadas para reabilitar terrenos baldios, como será feito este ano em Providencia.

Mas não apenas o número de hortas urbanas aumentou como também cada vez mais novos lugares estão sendo explorados, lugares que antes não eram considerados como uma opção, mas que possuem todo o potencial para serem regenerados como lugares de cultivo. É precisamente isso que estão a fazer dois empresários londrinos, ao recuperar um refúgio antiaéreo da II Guerra Mundial construído a mais de 30 metros de profundidade abaixo de uma estação de metro de Londres.

 

Muitos acreditam que o subterrâneo é um lugar pouco provável para cultivar. Entretanto, os empresários Richard Ballard e Steven Dring romperam com todos os preconceitos ao reutilizar os túneis feitos entre 1940 e 1944 localizados abaixo da linha norte do metro da cidade, na altura da estação Clapham North.

Nesses túneis, que têm uma extensão equivalente a 2,5 hectares e que foram construídos como um refúgio para 8.000 pessoas, eles começaram os trabalhos para desenvolver o projeto “Growing Underground”.

Para condicionar o espaço às necessidades das plantas e verduras que serão cultivadas, os empresários se uniram ao chef Michel Roux Jr., que está os assessorando nas questões de iluminação, ventilação e irrigação para que sigam a linha sustentável que buscam para a horta.

Por esse motivo, optou-se por instalar luzes LED que permitem manter uma temperatura média de 20°C e que mantem afastadas as pragas mais comuns que se encontram nos campos, evitando o uso de pesticidas. Caso seja requerida uma temperatura mais alta durante nos meses de inverno, não será necessário ter novos gastos energéticos, porque como a horta está abaixo da linha do metrô o calor desses túneis poderá ser desviado para alguns metros mais abaixo.

Por serem cultivadas através de um sistema hidropônico, necessita-se apenas de um pouco de água para as raízes, que depois produzem seus próprios nutrientes.

A redução da emissão de carbono durante o transporte dos alimentos também será um ponto importante nesse projeto, já que a apenas 3km da horta está o Covent Garden, um dos mercados atacadistas  mais importantes da cidade.

Os primeiros a provar as verduras que já foram coletadas foram os empresários e o chef Roux Jr., que esperam lançar sua primeira grande produção em março. Para acelerar o processo, seus criadores lançaram o projeto na plataforma de financiamento coletivo Crowdcube, com o nome “Zero Carbon Food“.

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