Equipamento de apoio social
- Publicado em 18-08-2010, por Carlos Diniz
- Destaque | Engenharia | Reportagens
Refere-se a presente memória descritiva ao projecto de estabilidade da construção de um equipamento de apoio social (lar de idosos, centro de dia e apoio domiciliário) que a Casa do Pai – Centro de Apoio Social, IPSS pretende levar a efeito na Rua Mário Pio, Alto dos Barreiros, freguesia de Santa Clara, concelho de Coimbra
A estrutura será realizada em betão armado, à excepção da pala junto da sala de refeições que será em madeira de pinho ou outra resinosa a aprovar da classe C18.
As lajes são de dois tipos: fungiformes aligeiradas de elementos perdidos e fungiformes maciças. As lajes do tecto do piso 0, do tecto do piso 1 e tecto do piso 2 são fungiformes aligeiradas de elementos perdidos. As lajes do tecto da cozinha, da varanda e as lajes de escadas são maciças. As lajes apoiam em pórticos ortogonais constituídos por lajes fungiformes e pilares e nos muros de suporte.
As caixas dos elevadores são paredes resistentes em betão armado. Os pilares foram dispostos de forma a não colidirem com a arquitectura.
As fundações são directas, constituídas por sapatas isoladas sob os pilares centrais, e contínuas sob os muros de suporte e paredes resistentes. Foi considerada uma tensão de cálculo do terreno de 600 kN/m2, de acordo com o relatório geotécnico. Caso tal não se verifique aquando da abertura das fundações, estas serão redimensionadas.
A pala foi dimensionada face à acção do vento como uma cobertura isolada. Não foi considerada a acção da neve devido à localização do edifício.
Não foram considerados os efeitos da variação da temperatura e de retracção do betão visto a maior dimensão em planta não exceder 30 m (por ter sido usada uma junta de dilatação). A junta de dilatação deve ser constituída por um apoio em neoprene com 10 mm de espessura de forma a evitar o contacto directo entre as partes betonadas, de acordo com as peças desenhadas.
Foram consideradas 8 combinações fundamentais, sendo 4 com a sobrecarga como acção variável de base e 4 com o sismo como acção variável de base. Não se considerou a acção do vento como variável de base visto que as forças correspondentes são inferiores às do sismo. A acção do vento foi considerada com o seu valor reduzido nas combinações que têm a sobrecarga como acção variável de base. As 4 combinações de cada grupo correspondem às 2 direcções e 2 sentidos em que pode actuar o vento e o sismo.

Os esforços foram determinados por um programa de cálculo automático, considerando o comportamento elástico linear dos materiais.
Os elementos de betão armado foram dimensionados em relação aos estados limites últimos de resistência e ao estado limite último de encurvadura, no caso dos pilares.
A estrutura verifica a segurança à deformação, em relação em relação aos estados limites de utilização.
Nos muros de suporte isolados foi também verificada a segurança ao derrube, ao escorregamento pela base e ao escorregamento global, pelo método clássico.
O dimensionamento da rede de distribuição de água foi efectuado considerando: os caudais de cálculo obtidos a partir do Anexo V do Regulamento Geral dos Sistemas Públicos e Prediais de Distribuição de Água e de Drenagem de Águas Residuais (RGSPPDADAR), com base no somatório dos caudais instantâneos do Anexo IV do RGSPPDADARR; a rugosidade do material da tubagem; os diâmetros obtidos pela equação da continuidade; a velocidade de escoamento entre 0,5 m/s e 2,0 m/s; as perdas de carga calculadas pela fórmula de Flamant; a pressão mínima de serviço nos dispositivos de utilização de 5 m.c.a..
A produção de água quente sanitária será assegurada por uma caldeira a gás instalada no espaço técnico _ O2. Visto tratar-se de um lar de idosos, optou-se por uma rede de água quente com retorno, assegurando assim aos utilizadores, instantaneamente e em permanência, a obtenção de água quente nas condições de desejáveis de temperatura, evitando assim desperdícios.
O dimensionamento da rede de esgotos foi efectuado considerando: os caudais de cálculo determinados pelo ábaco do Anexo XV do Regulamento Geral dos Sistemas Públicos e Prediais de Distribuição de Água e de Drenagem de Águas Residuais (RGSPPDADAR), com base no somatório dos caudais de descarga do Anexo XIV do RGSPPDADAR; as inclinações das tubagens; a rugosidade do material das tubagens; escoamento a meia secção nos ramais de descarga não individuais, colectores e ramal de ligação; A ventilação secundária através de coluna de ventilação foi dispensada, como alternativa será utilizado o sistema “Gerebit Sovent” ou equivalente, que vai reduzir os diferenciais de pressão pneumática provocados pelo escoamento no tubo de queda, prevenindo também os fenómenos de auto-sifonagem dos sifões, este sistema requer um ramal de descompressão na base do tubo de queda, quando a distância entre o tubo de queda e a caixa de visita for superior a dez vezes o diâmetro do tubo de queda.
Todos os sifões terão fecho hídrico de 50 mm.
Os ramais de descarga individuais apenas podem ser dimensionados para um escoamento a secção cheia, na ausência de ventilação secundária, quando a distância entre o sifão e a secção ventilada não ultrapassa o valor máximo admissível obtido no ábaco do Anexo XVI do RGSPPDADAR. As secções foram determinadas através da fórmula de Manning-Strickler
Gabinete:

PROJECTÁBUA – ENGENHARIA E CONSULTADORIA, LDA
R. Dr. Fortunato Vieira das Neves, 1 A R/ch
3420-324 TÁBUA
Tel: 235 412 424/235 418 527
Fax: 235 418 526
Email: projectabua@net.sapo.pt
A empresa PROJECTÁBUA – Engenharia e Consultadoria, Lda., foi criada em 1996 por um engenheiro civil e por um construtor civil, com o objectivo de procurar oferecer um serviço diferente na área de engenharia e fiscalização de obras.
Enquanto empresa, a Projectábua desenvolveu ao longo de 14 anos, a actividade para particulares e empresas do sector de construção civil em todo o país, incluindo ilhas, inicialmente, alargando mais tarde, a sua área de intervenção, para projectos de obras públicas de alguma dimensão. Ao longo dos anos a empresa, além de projectos de arquitectura, especializou-se em engenharia em todas as suas áreas.
A estratégia do gabinete foi sempre no sentido de colmatar lacunas existentes na área onde está inserido, evoluindo no sentido de prestar um serviço com a qualidade que o mercado actualmente exige. A área de intervenção foi aumentando e hoje preparamo-nos para abrir uma delegação no Brasil.
Actualmente, possui uma equipa de três engenheiros civis, um agente técnico especializado na área de arquitectura e um administrativo, apoiado por vários colaboradores externos, nomeadamente na área de engenharia electrotécnica, mecânica e topografia.
A estrutura será realizada em betão armado, à excepção da pala junto da sala de refeições que será em madeira de pinho ou outra resinosa a aprovar da classe C18.
As lajes são de dois tipos: fungiformes aligeiradas de elementos perdidos e fungiformes maciças. As lajes do tecto do piso 0, do tecto do piso 1 e tecto do piso 2 são fungiformes aligeiradas de elementos perdidos. As lajes do tecto da cozinha, da varanda e as lajes de escadas são maciças. As lajes apoiam em pórticos ortogonais constituídos por lajes fungiformes e pilares e nos muros de suporte.
As caixas dos elevadores são paredes resistentes em betão armado. Os pilares foram dispostos de forma a não colidirem com a arquitectura.
As fundações são directas, constituídas por sapatas isoladas sob os pilares centrais, e contínuas sob os muros de suporte e paredes resistentes. Foi considerada uma tensão de cálculo do terreno de 600 kN/m2, de acordo com o relatório geotécnico. Caso tal não se verifique aquando da abertura das fundações, estas serão redimensionadas.
A pala foi dimensionada face à acção do vento como uma cobertura isolada. Não foi considerada a acção da neve devido à localização do edifício.
Não foram considerados os efeitos da variação da temperatura e de retracção do betão visto a maior dimensão em planta não exceder 30 m (por ter sido usada uma junta de dilatação). A junta de dilatação deve ser constituída por um apoio em neoprene com 10 mm de espessura de forma a evitar o contacto directo entre as partes betonadas, de acordo com as peças desenhadas.
Foram consideradas 8 combinações fundamentais, sendo 4 com a sobrecarga como acção variável de base e 4 com o sismo como acção variável de base. Não se considerou a acção do vento como variável de base visto que as forças correspondentes são inferiores às do sismo. A acção do vento foi considerada com o seu valor reduzido nas combinações que têm a sobrecarga como acção variável de base. As 4 combinações de cada grupo correspondem às 2 direcções e 2 sentidos em que pode actuar o vento e o sismo.
Os esforços foram determinados por um programa de cálculo automático, considerando o comportamento elástico linear dos materiais.
Os elementos de betão armado foram dimensionados em relação aos estados limites últimos de resistência e ao estado limite último de encurvadura, no caso dos pilares.
A estrutura verifica a segurança à deformação, em relação em relação aos estados limites de utilização.
Nos muros de suporte isolados foi também verificada a segurança ao derrube, ao escorregamento pela base e ao escorregamento global, pelo método clássico.
O dimensionamento da rede de distribuição de água foi efectuado considerando: os caudais de cálculo obtidos a partir do Anexo V do Regulamento Geral dos Sistemas Públicos e Prediais de Distribuição de Água e de Drenagem de Águas Residuais (RGSPPDADAR), com base no somatório dos caudais instantâneos do Anexo IV do RGSPPDADARR; a rugosidade do material da tubagem; os diâmetros obtidos pela equação da continuidade; a velocidade de escoamento entre 0,5 m/s e 2,0 m/s; as perdas de carga calculadas pela fórmula de Flamant; a pressão mínima de serviço nos dispositivos de utilização de 5 m.c.a..
A produção de água quente sanitária será assegurada por uma caldeira a gás instalada no espaço técnico _ O2. Visto tratar-se de um lar de idosos, optou-se por uma rede de água quente com retorno, assegurando assim aos utilizadores, instantaneamente e em permanência, a obtenção de água quente nas condições de desejáveis de temperatura, evitando assim desperdícios.
O dimensionamento da rede de esgotos foi efectuado considerando: os caudais de cálculo determinados pelo ábaco do Anexo XV do Regulamento Geral dos Sistemas Públicos e Prediais de Distribuição de Água e de Drenagem de Águas Residuais (RGSPPDADAR), com base no somatório dos caudais de descarga do Anexo XIV do RGSPPDADAR; as inclinações das tubagens; a rugosidade do material das tubagens; escoamento a meia secção nos ramais de descarga não individuais, colectores e ramal de ligação; A ventilação secundária através de coluna de ventilação foi dispensada, como alternativa será utilizado o sistema “Gerebit Sovent” ou equivalente, que vai reduzir os diferenciais de pressão pneumática provocados pelo escoamento no tubo de queda, prevenindo também os fenómenos de auto-sifonagem dos sifões, este sistema requer um ramal de descompressão na base do tubo de queda, quando a distância entre o tubo de queda e a caixa de visita for superior a dez vezes o diâmetro do tubo de queda.
Todos os sifões terão fecho hídrico de 50 mm.
Os ramais de descarga individuais apenas podem ser dimensionados para um escoamento a secção cheia, na ausência de ventilação secundária, quando a distância entre o sifão e a secção ventilada não ultrapassa o valor máximo admissível obtido no ábaco do Anexo XVI do RGSPPDADAR. As secções foram determinadas através da fórmula de Manning-Strickler

