Ponte Metálica sobre o Rio Douro

A Ponte Metálica sobre o rio Douro com um comprimento total de 318 m foi mandada construir pelo rei D. Luis em 1863 e inaugurada em 1872, tendo sido projectada pelo Eng. W. Liebe.  Inicialmente estava prevista a construção de uma estrutura com seis vãos iguais com 48,4 m cada. No entanto, devido a dificuldades na execução das fundações, o projecto foi alterado, tendo sido construída uma estrutura com 4 tramos de 48,4 m, um tramo maior com 79,2 m, e o tramo de extremidade sul (lado de Lamego) com 17,6 m.

Toda a superstrutura metálica em ferro foi fabricada nas oficinas do adjudicatário na Prússia, tendo a obra sido concluída em 1872, mantendo-se em funcionamento até 1949, data em que a degradação do pavimento em madeira obrigou à sua desactivação. Desde então, a obra não teve qualquer utilização nem aparentemente, qualquer tipo de manutenção.
Com excepção do tramo menor da extremidade sul em que as vigas principais são do tipo Pratt, em todos os outros tramos as vigas principais são do tipo Schwedler formadas por dois banzos que se ligam directamente nas extremidades trabalhando o banzo inferior à tracção e o superior à compressão unidos por montantes e diagonais e contra-diagonais, a trabalhar à tracção.
Actualmente, as Estradas de Portugal, SA conjuntamente com a Câmara Municipal da Régua resolveram reabilitar a Ponte para uso exclusivamente pedonal e de motociclos, repor as suas características originais e adequá-la às normas e regulamentação actualmente em vigor, sendo o projecto da autoria da Estrutovia, Consultores de Engenharia L.da.

DESCRIÇÃO DOS COMPONENTES DA OBRA E TRABALHOS A EFECTUAR

Tendo em consideração as características estruturais desta obra e o estado de degradação de alguns elementos houve necessidade de proceder à reabilitação e reforço dos seguintes componentes:  Encontros Embora o encontro do lado Sul (Lamego) esteja em razoável estado de conservação, já o encontro do lado Norte (Régua) com uma altura aproximadamente 20 metros, está muito degradado, encontrando-se mesmo em situação de pré-rotura devido ao destacamento do paramento frontal que chega a atingir 30 cm no seu topo, pondo em risco a sua estabilidade global e ainda a do tramo de extremidade do tabuleiro. Assim, para a sua reabilitação e no sentido de se assegurar a estabilidade do encontro, foi prevista a aplicação de três níveis de ancoragens apoiadas numa estrutura metálica em forma de grelha fundada em microestacas, assegurando-se desta forma a distribuição uniforme das forças transmitidas pelas ancoragens a todo o paramento frontal do encontro. Complementarmente, está também prevista a injecção de calda de cimento no solo de enchimento do encontro Norte e a colocação de tirantes transversais nos muros de avenida de ambas as margens.

Pilares

Os pilares são em alvenaria de xisto e revestidos a cantaria de granito, com secção rectangular prolongada por duas meias circunferências nos topos, de dimensão variável ao longo da sua altura. A cantaria dos pilares encontra-se em bom estado de conservação, apenas com algumas efluorescências ao longo da sua superfície, pelo que se prevê apenas a sua limpeza e o refechamento pontual das juntas abertas com uma argamassa à base de cal e cimento.   De acordo com a inspecção subaquática realizada em 2003, as fundações dos pilares encontram-se de um modo geral em bom estado de conservação. No entanto, como a obra se localiza a jusante de uma barragem e consequentemente sujeita a descargas, com o sentido de prevenir a ocorrência de erosões na base dos pilares está prevista a colocação de um tapete de enrocamento junto às fundações dos pilares localizados no leito do rio.

Tabuleiro

Apesar de ainda se observarem vestígios da pintura betuminosa de protecção, a estrutura do tabuleiro apresenta corrosão superficial ao longo de quase toda a sua extensão. Registam-se pontualmente zonas de corrosão mais avançada, que ocorrem junto aos aparelhos de apoio, nas zonas de ligação entre perfis e nas zonas com maior propensão à acumulação de águas como a superfície interior das cordas. Assim, a intervenção preconizada para o tabuleiro prevê a decapagem e pintura da totalidade dos elementos metálicos, com substituição e/ou reforço pontual das chapas e perfis mais deformados ou danificados e ainda a introdução de um sistema de drenagem eficaz, aumentando assim a durabilidade da estrutura, nomeadamente através da execução de furos nas chapas inferiores das cordas.  De forma a garantir as condições de segurança e durabilidade exigidas nas normas e regulamentação em vigor houve necessidade de prever também a substituição e /ou reforço com chapas metálicas e perfis de alguns elementos das vigas e carlingas da estrutura principal do tabuleiro.

Aparelhos de Apoio

Os vários tramos do tabuleiro assentam sobre aparelhos de apoio metálicos fixos e móveis. A situação de abandono a que a obra esteve sujeita durante décadas, com a consequente ausência de manutenção, levou à acumulação de detritos e humidade nas zonas dos aparelhos de apoio, bem como à ausência de lubrificação e consequente mau funcionamento dos aparelhos de apoio unidireccionais que deixaram de se deformar livremente.  Acresce que o mau funcionamento dos aparelhos de apoio está muito provavelmente relacionado com o deslocamento do paramento frontal do encontro Norte (Régua). Assim, prevê-se a limpeza e lubrificação da totalidade dos aparelhos de apoio, reparação e realinhamento dos aparelhos de apoio móveis dos pilares P3 e P5 e substituição dos roletes e outros elementos danificados nos aparelhos móveis dos restantes pilares. Com a finalidade de melhorar o comportamento estrutural no tramo localizado na extremidade Sul, prevê-se no pilar P1 a substituição dos actuais aparelhos de apoio fixos por aparelhos de apoio móveis unidireccionais.

Pavimento

No que respeita ao pavimento, e uma vez que se pretende que a obra venha a ter utilização exclusivamente pedonal, a EP – Estradas de Portugal optou pela colocação de um pavimento em madeira que devolve à estrutura o seu aspecto original. O novo pavimento será assim constituído por pranchas de madeira semelhantes às originais, que assentarão sobre barrotes fixos nos banzos inferiores e na longarina central da superstrutura.

Gabinete:

ESTRUTOVIA – Consultores de Engenharia. Lda
Av. das Laranjeiras nº14 – R/c Dto – Alfragide
2720-334 Amadora
Tel: 214 713 235
Fax: 214 713 247
Email: estrutovia@mail.telepac.pt
Internet: www.estrutovia.com

A Estrutovia – Consultores de Engenharia. Lda., é uma empresa de prestação de serviços na área da consultoria, inspecções de estruturas, avaliações e projectos de engenharia civil, fundada em Março de 1993.
Têm como objectivo a prestação de serviços de elevada qualidade na área da engenharia civil, baseados no rigor e competência técnica sempre no sentido de obter a satisfação das necessidades dos clientes.
É uma empresa essencialmente vocacionada para a execução de todo o tipo de serviços na área da engenharia civil, contando com uma vasta experiência tanto a nível nacional como internacional.

A Estrutovia é suportada por uma estrutura com elevado grau de informatização e automatização, assim como com programas específicos em todas as áreas, dispondo para isso de uma equipa permanente de técnicos superiores altamente qualificados.

Dispõe ainda de vários consultores externos nas áreas da arquitectura, hidráulica, geotécnia, impacto ambiental, arquitectura paisagista, topografia, electricidade e instalações especiais.

A Estrutovia tem um Sistema de Gestão da Qualidade implantado segundo as normas NP EN ISO 9001:2008 certificado pela empresa BUREAU VERITAS Certification e creditado pelo IPAC.

Na área das avaliações, está acreditada pela CMVM – Comissão de Mercado e Valores Imobiliários.

Actividade / Serviços

Actividades:

-          Estruturas especiais e pontes;
-          Edifícios e infra-estruturas (rodoviárias e ferroviárias);
-          Inspecção e reabilitação de estruturas;
-          Avaliação de imóveis, fundos imobiliários e empreendimentos.
-          Peritagens

Serviços:

-          Estudos e projectos;
-          Gestão e coordenação de projectos;
-          Gestão de empreendimentos;
-          Revisão de projectos;
-          Planeamento e fiscalização de obras.

A Ponte Metálica sobre o rio Douro com um comprimento total de 318 m foi mandada construir pelo rei D. Luis em 1863 e inaugurada em 1872, tendo sido projectada pelo Eng. W. Liebe.

Inicialmente estava prevista a construção de uma estrutura com seis vãos iguais com 48,4 m cada. No entanto, devido a dificuldades na execução das fundações, o projecto foi alterado, tendo sido construída uma estrutura com 4 tramos de 48,4 m, um tramo maior com 79,2 m, e o tramo de extremidade sul (lado de Lamego) com 17,6 m.

Toda a superstrutura metálica em ferro foi fabricada nas oficinas do adjudicatário na Prússia, tendo a obra sido concluída em 1872, mantendo-se em funcionamento até 1949, data em que a degradação do pavimento em madeira obrigou à sua desactivação. Desde então, a obra não teve qualquer utilização nem aparentemente, qualquer tipo de manutenção.

Com excepção do tramo menor da extremidade sul em que as vigas principais são do tipo Pratt, em todos os outros tramos as vigas principais são do tipo Schwedler formadas por dois banzos que se ligam directamente nas extremidades trabalhando o banzo inferior à tracção e o superior à compressão unidos por montantes e diagonais e contra-diagonais, a trabalhar à tracção.

Actualmente, as Estradas de Portugal, SA conjuntamente com a Camara Municipal da Régua resolveram reabilitar a Ponte para uso exclusivamente pedonal e de motociclos, repor as suas características originais e adequá-la às normas e regulamentação actualmente em vigor, sendo o projecto da autoria da Estrutovia, Consultores de Engenharia L.da.

DESCRIÇÃO DOS COMPONENTES DA OBRA E TRABALHOS A EFECTUAR

Tendo em consideração as características estruturais desta obra e o estado de degradação de alguns elementos houve necessidade de proceder à reabilitação e reforço dos seguintes componentes:

Encontros

Embora o encontro do lado Sul (Lamego) esteja em razoável estado de conservação, já o encontro do lado Norte (Régua) com uma altura aproximadamente 20 metros, está muito degradado, encontrando-se mesmo em situação de pré-rotura devido ao destacamento do paramento frontal que chega a atingir 30 cm no seu topo, pondo em risco a sua estabilidade global e ainda a do tramo de extremidade do tabuleiro.

Assim, para a sua reabilitação e no sentido de se assegurar a estabilidade do encontro, foi prevista a aplicação de três níveis de ancoragens apoiadas numa estrutura metálica em forma de grelha fundada em microestacas, assegurando-se desta forma a distribuição uniforme das forças transmitidas pelas ancoragens a todo o paramento frontal do encontro.

Complementarmente, está também prevista a injecção de calda de cimento no solo de enchimento do encontro Norte e a colocação de tirantes transversais nos muros de avenida de ambas as margens.

Pilares

Os pilares são em alvenaria de xisto e revestidos a cantaria de granito, com secção rectangular prolongada por duas meias circunferências nos topos, de dimensão variável ao longo da sua altura.

A cantaria dos pilares encontra-se em bom estado de conservação, apenas com algumas efluorescências ao longo da sua superfície, pelo que se prevê apenas a sua limpeza e o refechamento pontual das juntas abertas com uma argamassa à base de cal e cimento.

De acordo com a inspecção subaquática realizada em 2003, as fundações dos pilares encontram-se de um modo geral em bom estado de conservação. No entanto, como a obra se localiza a jusante de uma barragem e consequentemente sujeita a descargas, com o sentido de prevenir a ocorrência de erosões na base dos pilares está prevista a colocação de um tapete de enrocamento junto às fundações dos pilares localizados no leito do rio.

Tabuleiro

Apesar de ainda se observarem vestígios da pintura betuminosa de protecção, a estrutura do tabuleiro apresenta corrosão superficial ao longo de quase toda a sua extensão. Registam-se pontualmente zonas de corrosão mais avançada, que ocorrem junto aos aparelhos de apoio, nas zonas de ligação entre perfis e nas zonas com maior propensão à acumulação de águas como a superfície interior das cordas.

Assim, a intervenção preconizada para o tabuleiro prevê a decapagem e pintura da totalidade dos elementos metálicos, com substituição e/ou reforço pontual das chapas e perfis mais deformados ou danificados e ainda a introdução de um sistema de drenagem eficaz, aumentando assim a durabilidade da estrutura, nomeadamente através da execução de furos nas chapas inferiores das cordas.

De forma a garantir as condições de segurança e durabilidade exigidas nas normas e regulamentação em vigor houve necessidade de prever também a substituição e /ou reforço com chapas metálicas e perfis de alguns elementos das vigas e carlingas da estrutura principal do tabuleiro.

Aparelhos de Apoio

Os vários tramos do tabuleiro assentam sobre aparelhos de apoio metálicos fixos e móveis.

A situação de abandono a que a obra esteve sujeita durante décadas, com a consequente ausência de manutenção, levou à acumulação de detritos e humidade nas zonas dos aparelhos de apoio, bem como à ausência de lubrificação e consequente mau funcionamento dos aparelhos de apoio unidireccionais que deixaram de se deformar livremente.

Acresce que o mau funcionamento dos aparelhos de apoio está muito provavelmente relacionado com o deslocamento do paramento frontal do encontro Norte (Régua).

Assim, prevê-se a limpeza e lubrificação da totalidade dos aparelhos de apoio, reparação e realinhamento dos aparelhos de apoio móveis dos pilares P3 e P5 e substituição dos roletes e outros elementos danificados nos aparelhos móveis dos restantes pilares.

Com a finalidade de melhorar o comportamento estrutural no tramo localizado na extremidade Sul, prevê-se no pilar P1 a substituição dos actuais aparelhos de apoio fixos por aparelhos de apoio móveis unidireccionais.

Pavimento

No que respeita ao pavimento, e uma vez que se pretende que a obra venha a ter utilização exclusivamente pedonal, a EP – Estradas de Portugal optou pela colocação de um pavimento em madeira que devolve à estrutura o seu aspecto original.

O novo pavimento será assim constituído por pranchas de madeira semelhantes às originais, que assentarão sobre barrotes fixos nos banzos inferiores e na longarina central da superstrutura.